UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021
A flora intestinal pode promover resposta inflamatória ou inibir o processo inflamatório na doença inflamatória intestinal (D11). Os probióticos, então, estão sendo utilizados como adjuvantes no tratamento da D11. Qual dos seguintes microorganismos estão sendo utilizados no tratamento da doença ora em tela?
Probióticos (ex: Lactobacillus spp) podem ser adjuvantes na DII, modulando a microbiota e a inflamação intestinal.
A Doença Inflamatória Intestinal (DII) está associada a uma disbiose da microbiota intestinal. Probióticos, como o Lactobacillus spp, são utilizados como terapia adjuvante para restaurar o equilíbrio da flora, reduzir a inflamação e melhorar a barreira intestinal, contribuindo para a remissão e manutenção.
A Doença Inflamatória Intestinal (DII), que engloba a Doença de Crohn e a Colite Ulcerativa, é uma condição crônica e recidivante caracterizada por inflamação do trato gastrointestinal. A etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais, imunológicos e, crucialmente, a microbiota intestinal. A disbiose, um desequilíbrio na composição e função da flora intestinal, é uma característica proeminente na DII e contribui para a patogênese da doença. Nesse contexto, os probióticos, definidos como microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem um benefício à saúde do hospedeiro, têm sido investigados como terapia adjuvante. Eles atuam restaurando o equilíbrio da microbiota, fortalecendo a barreira intestinal, modulando a resposta imune e produzindo metabólitos benéficos, como ácidos graxos de cadeia curta. Entre os microrganismos mais utilizados e estudados estão as espécies de Lactobacillus (como Lactobacillus rhamnosus GG, Lactobacillus plantarum), Bifidobacterium (como Bifidobacterium longum) e a levedura Saccharomyces boulardii. Embora os probióticos não sejam uma cura para a DII, eles podem ser eficazes na indução e manutenção da remissão, especialmente na colite ulcerativa leve a moderada, e na prevenção de pouchite. É fundamental ressaltar que a eficácia é cepa-específica e que os probióticos devem ser considerados como um complemento à terapia convencional, sob orientação médica.
A microbiota intestinal desempenha um papel crucial na DII, com a disbiose (desequilíbrio) sendo uma característica comum. Essa alteração pode levar a uma resposta inflamatória exacerbada em indivíduos geneticamente suscetíveis.
Cepas de Lactobacillus spp, Bifidobacterium spp e Saccharomyces boulardii são os microrganismos probióticos mais estudados e utilizados como adjuvantes no tratamento da DII, especialmente na colite ulcerativa.
Os probióticos atuam modulando a microbiota intestinal, fortalecendo a barreira epitelial, produzindo substâncias antimicrobianas, competindo com patógenos e modulando a resposta imune local, o que pode reduzir a inflamação e melhorar os sintomas da DII.
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