CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2020
Sobre os prismas para a medida do ângulo de desvio ocular, podemos afirmar:
Prisma de vidro (Prentice) → Face posterior perpendicular ao eixo visual para valor nominal.
A calibração e o uso correto dos prismas dependem do material e da posição em relação ao plano frontal do paciente para evitar erros de medida.
Na prática do estrabismo, o uso de prismas é fundamental para quantificar o desvio (teste de cobertura com prismas). Existem dois tipos principais de calibração: a posição de Prentice (comum em prismas isolados de vidro) e a posição frontal (comum em prismas de plástico e réguas). Se um prisma for segurado incorretamente, o poder efetivo será diferente do rotulado. Além disso, a Lei de Fresnel explica por que a superposição de prismas no mesmo olho gera um erro não linear, sendo preferível dividir o poder entre os dois olhos se valores altos forem necessários.
Para prismas de vidro, utiliza-se a posição de Prentice, onde a face posterior do prisma é mantida perpendicular ao eixo visual do olho desviado. Já para prismas de plástico (como as réguas de prismas), a calibração é feita para que a face posterior fique paralela ao plano frontal da face do paciente.
A superposição de dois prismas no mesmo olho não resulta em uma soma aritmética simples de seus poderes, devido a alterações na refração da luz ao passar pelas múltiplas interfaces. Para obter a soma exata, os prismas devem ser colocados em olhos separados (um em cada olho).
A relação entre a face de emergência e o plano frontal, junto com a bissetriz do ângulo do prisma, define a geometria necessária para que o desvio da luz corresponda exatamente ao valor nominal gravado no prisma, garantindo a precisão do exame de estrabismo.
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