PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2016
Em relação aos princípios do SUS, marque a alternativa INCORRETA:
Integralidade SUS: Atenção básica é porta de entrada, mas não garante sozinha todos os níveis.
A integralidade no SUS significa que o sistema deve oferecer um conjunto completo de ações e serviços em todos os níveis de complexidade. Embora a atenção básica seja fundamental como porta de entrada e ordenadora do cuidado, ela por si só não garante a integralidade de todas as ações de saúde, que dependem da articulação de toda a rede.
Os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) são a base para a organização e funcionamento da saúde pública no Brasil, sendo fundamentais para a formação de qualquer profissional de saúde. Dentre eles, destacam-se a universalidade, equidade, integralidade, descentralização e participação da comunidade (controle social). A compreensão desses pilares é essencial para a prática clínica e a gestão em saúde. A equidade, por exemplo, não significa tratar todos de forma igual, mas sim reconhecer as diferenças nas necessidades de saúde e investir mais onde a carência é maior, avaliando riscos e vulnerabilidades. A descentralização, por sua vez, transfere poder e responsabilidades para os níveis estaduais e municipais, visando aproximar a gestão das realidades locais e fortalecer o controle social, permitindo que a população participe ativamente das decisões. A integralidade é um princípio que preconiza a oferta de um conjunto completo de ações e serviços de saúde, desde a promoção e prevenção até o tratamento e reabilitação, em todos os níveis de complexidade. Embora a Atenção Básica seja a porta de entrada preferencial e coordenadora do cuidado, ela por si só não garante a integralidade de todas as ações. A integralidade depende da articulação e funcionamento de toda a rede de atenção à saúde, incluindo os serviços de média e alta complexidade, para assegurar que o paciente receba o cuidado contínuo e necessário em todas as fases de sua doença.
A equidade no SUS busca reduzir as desigualdades, tratando desigualmente os desiguais. Isso significa que os recursos e as ações de saúde devem ser direcionados de forma a atender às necessidades específicas de cada grupo ou indivíduo, avaliando riscos e vulnerabilidades.
A descentralização transfere responsabilidades e recursos da União para estados e municípios, aproximando a gestão das necessidades locais. Isso favorece o planejamento mais adequado às realidades regionais e fortalece o controle social, permitindo maior participação da comunidade.
A Atenção Básica é a porta de entrada e ordenadora do cuidado, mas a integralidade exige que o sistema ofereça todos os níveis de atenção (básica, média e alta complexidade) de forma articulada e contínua. Apenas a Atenção Básica não abrange a totalidade das necessidades de saúde da população.
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