UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
A expansão de casos graves de COVID-19 resultou na rápida saturação do número total de leitos de enfermaria e UTI região metropolitana de São Paulo, por volta da Semana Epidemiológica nº 22, ainda que internações e procedimentos eletivos tenham sido suspensos. O município conta, além de três hospitais públicos, com uma Santa Casa e três hospitais privados lucrativos, todos com UTI. O gestor municipal de saúde precisará adotar medidas para enfrentar o problema. Considere as diretrizes e princípios organizativos do SUS e indique a alternativa correta:
Crise sanitária no SUS → requisição/contratação emergencial setor privado + expansão rede pública.
Em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19, o SUS pode e deve lançar mão de todas as ferramentas disponíveis para garantir a integralidade e universalidade do atendimento. Isso inclui a expansão da rede pública, a pactuação de transferências e a utilização complementar do setor privado, inclusive por requisição administrativa.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é regido pelos princípios da universalidade, integralidade e equidade, buscando garantir acesso à saúde para todos os cidadãos. Em momentos de crise sanitária, como a pandemia de COVID-19, a capacidade de resposta do sistema é testada, exigindo medidas excepcionais para manter a oferta de serviços. A legislação do SUS, em particular a Lei nº 8.080/90, prevê a participação complementar da iniciativa privada. Embora haja preferência por entidades filantrópicas, a contratação de serviços privados lucrativos é permitida quando a capacidade da rede pública é insuficiente. Além disso, em situações de emergência, a requisição administrativa de bens e serviços privados é uma prerrogativa legal do Estado. Diante da saturação de leitos, as medidas adequadas incluem a expansão da rede pública (hospitais de campanha, novos leitos), a pactuação de referência e contrarreferência entre municípios e a utilização do setor privado de forma complementar, seja por contratação emergencial ou requisição. Essas ações são fundamentadas nos princípios do SUS e na necessidade de garantir o direito à saúde em cenários de calamidade pública.
Os princípios doutrinários do SUS são universalidade, integralidade e equidade. Eles garantem que todos tenham acesso aos serviços de saúde, que o atendimento seja completo e que as necessidades de cada um sejam consideradas.
Não. Embora a preferência seja por entidades filantrópicas e sem fins lucrativos, a Lei nº 8.080/90 permite a contratação de serviços privados em caráter complementar quando a capacidade da rede pública for insuficiente, sem restrição ao tipo de instituição.
A requisição administrativa é um ato pelo qual a administração pública, em caso de iminente perigo público, utiliza bens ou serviços privados, garantindo ao proprietário indenização ulterior. Foi amplamente utilizada durante a pandemia de COVID-19 para leitos e insumos.
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