FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2018
Mariana, 45 anos, vem à unidade, sem consulta marcada e nervosa, procura alguém que possa ver um exame que pegou no laboratório. Quando Ana, a Médica da unidade, inicia a conversa com a paciente, a mesma relata que está ansiosa porque abriu o exame e viu que sua glicemia de jejum está "alterada". Ana sabe que Mariana é filha de Dona Lucinda, que teve o pé amputado recentemente por complicações da diabetes, e compreende o porquê dela estar com aquele sentimento. A médica abre o exame e tenta tranquilizá-la, afinal, a glicemia está abaixo de 120 mg/dL. Explica que assim como encaminhou a mãe dela para um especialista focal oportunamente, se assim fosse necessário, também faria com ela. "Fui atendida por um médico, mas queria ouvir você que é minha médica." Agradece mais tranquila, Mariana. "Afinal, com você, posso falar sobre qualquer coisa. Sinto-me bem conversando com você; só de lher ver já melhoro". Considerando os princípios da Medicina de Família e Comunidade, correlaciona os trechos destacados no trecho acima, numere a segunda coluna de acordo com a primeira.(1) O médico de família e comunidade é um clínico qualificado.(2) O Médico de família e comunidade é recurso de uma população definida.(3) A atuação do médico de família e comunidade é influenciada pela comunidade.(4) A relação médico-pessoa é fundamental para o desempenho do médico de família e comunidade.( ) "Mas queria ouvir você que é a minha médica".( ) "Afinal, com você, posso falar sobre qualquer coisa. Sinto-me bem conversando com você; só de lhe ver já melhoro".( ) "Explica que assim como encaminhou a mãe dela para um especialista focal oportunamente, se assim fosse necessário, também faria com ela".( ) "Ana sabe que Mariana é filha de Dona Lucinda, que teve o pé amputado recentemente por complicações da diabetes, e compreende o porquê dela estar com aquele sentimento".A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo é
MFC: Clínico qualificado (resolve/encaminha), Recurso da população (longitudinalidade), Influência comunitária (contexto), Relação médico-pessoa (vínculo).
Os princípios da Medicina de Família e Comunidade (MFC) guiam a prática clínica, enfatizando a qualificação do médico para resolver a maioria dos problemas e coordenar o cuidado, ser o recurso de saúde de referência para uma população definida (longitudinalidade), ter sua atuação influenciada pelo conhecimento do contexto familiar e comunitário, e construir uma relação médico-pessoa sólida baseada na confiança e empatia, que é fundamental para o sucesso terapêutico.
A Medicina de Família e Comunidade (MFC) é uma especialidade que se baseia em princípios sólidos para oferecer um cuidado abrangente e centrado na pessoa. A compreensão desses princípios é crucial para a formação e prática do médico de família. Um dos pilares é a relação médico-pessoa, que se traduz na construção de um vínculo de confiança e comunicação aberta, onde o paciente se sente seguro para expressar suas preocupações, como demonstrado pela fala de Mariana: 'Afinal, com você, posso falar sobre qualquer coisa. Sinto-me bem conversando com você; só de lhe ver já melhoro'. Outro princípio é o do médico de família e comunidade ser um clínico qualificado. Isso significa que ele possui a competência para manejar a maioria dos problemas de saúde e, igualmente importante, sabe quando e como encaminhar para especialistas, coordenando o cuidado. A frase 'Explica que assim como encaminhou a mãe dela para um especialista focal oportunamente, se assim fosse necessário, também faria com ela' ilustra essa qualificação e a capacidade de coordenação. Além disso, a atuação do médico de família é influenciada pela comunidade e ele é um recurso para uma população definida. O conhecimento do contexto familiar e social do paciente, como Ana saber que Mariana é filha de Dona Lucinda e compreender sua ansiedade, demonstra a influência da comunidade e a abordagem familiar. A frase 'Mas queria ouvir você que é a minha médica' reforça a ideia de que o médico de família é o recurso de referência e confiança para aquela pessoa e sua família ao longo do tempo (longitudinalidade), o que se alinha com ser um recurso de uma população definida.
A relação médico-pessoa é fundamental, pois constrói um vínculo de confiança e empatia, permitindo que o paciente se sinta à vontade para discutir qualquer problema. Essa relação contínua e de longo prazo contribui para a adesão ao tratamento, a satisfação do paciente e melhores desfechos de saúde.
O médico de família e comunidade é um clínico qualificado que possui um vasto conhecimento para resolver a maioria dos problemas de saúde que se apresentam na atenção primária. Ele também sabe identificar quando um caso exige encaminhamento para um especialista focal, coordenando esse cuidado e garantindo a continuidade da atenção.
A atuação do médico de família é profundamente influenciada pelo conhecimento da comunidade e do contexto familiar dos pacientes. Saber sobre a história familiar de doenças, as condições sociais e os eventos de vida dos pacientes permite uma compreensão mais completa de suas preocupações e sentimentos, orientando uma abordagem mais empática e eficaz.
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