UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Helen é uma médica de família recém-egressa da residência médica e vai começar a trabalhar na APS do município de Lagoa Azul. Em sua primeira reunião de equipe, questionaram-na sobre como gostaria de organizar a sua agenda semanal para atendimento à comunidade, considerando que o território possui bastante demanda reprimida (a equipe encontrava-se sem médico há quase 1 ano) e existe uma forte pressão assistencial de uma população composta, em sua maioria, por adultos jovens, além da demanda sempre presente de renovações de prescrições de psicofármacos.Ao final da primeira semana de trabalho, os agentes de saúde comunicaram à Helen que a comunidade estava muito satisfeita com a chegada dela na equipe e a acharam muito respeitosa e compreensiva. Também estavam surpresos com a diversidade de problemas que a médica conseguia manejar sem a necessidade de encaminhamentos para outros serviços. Diante disso, percebe-se a ilustração dos seguintes princípios da Medicina de Família e Comunidade:
MFC = Clínico qualificado + Relação médico-pessoa fortalecida.
A resolutividade clínica e a construção de vínculo (respeito e compreensão) são pilares fundamentais da prática do Médico de Família e Comunidade.
A Medicina de Família e Comunidade (MFC) baseia-se em princípios que priorizam a pessoa em vez da doença. Conforme definido por Ian McWhinney, o MFC deve ser um clínico altamente qualificado, capaz de lidar com a incerteza e resolver a maioria das demandas sem necessidade de especialistas focais. A relação médico-pessoa é o núcleo da prática, permitindo uma abordagem integral que considera aspectos biológicos, psicológicos e sociais, essencial para a eficiência do sistema de saúde e satisfação da comunidade.
Os princípios incluem: o MFC é um recurso para a população; busca entender o contexto da doença; é um clínico qualificado; e a relação médico-pessoa é fundamental.
Significa possuir competência técnica para manejar a grande maioria dos problemas de saúde da comunidade, sendo resolutivo e evitando encaminhamentos desnecessários.
Porque o vínculo, a confiança e a compreensão mútua melhoram a adesão ao tratamento, a satisfação do paciente e permitem um cuidado longitudinal e integral.
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