Cuidados Paliativos: Autonomia do Paciente e Ética Médica

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Diversos estudos recentes com evidências científicas robustas demonstram que o cuidado paliativo influencia positivamente na qualidade de vida e impacta na redução de custos nos serviços de saúde.Acerca desse tema, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Opioides fortes, como morfina e metadona, só devem ser usados em pacientes com cuidados paliativos, durante o processo de morte.
  2. B) É um dever do médico informar o diagnóstico ao paciente quando ele desejar saber, mesmo que a família se oponha.
  3. C) Opioides e benzodiazepínicos são proscritos para controle sintomático da dispneia.
  4. D) O haloperidol deve ser evitado a todo custo como tratamento para náuseas e vômitos.
  5. E) Os cuidados paliativos somente devem ser instituídos quando o cuidado “curativo” se esgotar.

Pérola Clínica

Cuidados Paliativos → Autonomia do paciente é primordial, incluindo direito à informação diagnóstica.

Resumo-Chave

Nos cuidados paliativos, a autonomia do paciente é um princípio fundamental. O médico tem o dever ético de informar o diagnóstico e o prognóstico ao paciente que deseja saber, respeitando sua vontade, mesmo que haja oposição da família, desde que o paciente tenha capacidade de decisão.

Contexto Educacional

Os cuidados paliativos são uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida, através da prevenção e alívio do sofrimento. Isso é feito por meio da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais. A importância dos cuidados paliativos tem sido cada vez mais reconhecida, impactando positivamente a qualidade de vida e, inclusive, a redução de custos nos serviços de saúde. Um dos pilares dos cuidados paliativos é o respeito à autonomia do paciente. Isso significa que o paciente tem o direito de tomar decisões sobre seu próprio tratamento e de receber informações claras e completas sobre seu diagnóstico, prognóstico e opções terapêuticas. A comunicação de notícias difíceis deve ser feita de forma empática e gradual, sempre considerando o desejo do paciente de saber, mesmo que a família tenha uma opinião diferente. É um erro comum pensar que os cuidados paliativos são sinônimo de "desistir" do tratamento ou que são indicados apenas quando o tratamento curativo se esgota. Na verdade, eles devem ser integrados precocemente ao cuidado, em paralelo com as terapias modificadoras da doença. Além disso, o manejo de sintomas como dor e dispneia com opioides e benzodiazepínicos, respectivamente, é fundamental e não deve ser proscrito, assim como o haloperidol é uma ferramenta valiosa para náuseas e vômitos. A compreensão desses princípios é crucial para a prática médica humanizada.

Perguntas Frequentes

Quando os cuidados paliativos devem ser iniciados?

Os cuidados paliativos devem ser iniciados precocemente, desde o diagnóstico de uma doença grave e ameaçadora à vida, em conjunto com o tratamento curativo, e não apenas na fase final da vida.

Qual o papel dos opioides no manejo da dor em cuidados paliativos?

Opioides fortes, como morfina e metadona, são pilares no manejo da dor moderada a grave em cuidados paliativos, podendo ser usados em qualquer fase da doença, não apenas no processo de morte.

Como a comunicação de notícias difíceis deve ser abordada em cuidados paliativos?

A comunicação deve ser empática, honesta e gradual, respeitando o tempo e o desejo do paciente de saber. A autonomia do paciente em receber informações sobre seu diagnóstico e prognóstico é fundamental.

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