UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
A presença dos pais durante toda a internação de seu filho, independentemente do setor em que está internado, contempla quais princípios da bioética?
Presença dos pais na internação infantil = Beneficência (promove bem-estar) + Não maleficência (evita sofrimento da separação).
A permanência dos pais junto ao filho hospitalizado é um direito garantido e uma prática de humanização que se alinha diretamente aos princípios da beneficência (fazer o bem) e da não maleficência (não causar dano). O bem-estar emocional da criança é parte integral do cuidado.
A bioética principialista, baseada nos quatro princípios de Beauchamp e Childress (autonomia, beneficência, não maleficência e justiça), é a base para a tomada de decisões éticas na prática médica. Em pediatria, a aplicação desses princípios tem particularidades, pois o paciente geralmente não tem capacidade de exercer sua autonomia plenamente. O princípio da beneficência orienta o profissional a agir sempre no melhor interesse do paciente. Permitir que os pais permaneçam com o filho internado é uma clara aplicação deste princípio, pois estudos demonstram que isso reduz o estresse da criança, melhora a comunicação com a equipe, aumenta a adesão ao tratamento e promove uma recuperação mais rápida. Concomitantemente, aplica-se o princípio da não maleficência ('primum non nocere'), que determina a obrigação de não causar dano. A separação forçada de uma criança de seus pais durante a hospitalização é reconhecida como uma fonte de sofrimento psicológico, constituindo um dano a ser evitado. Portanto, a política de acompanhamento integral é uma medida ética fundamental no cuidado pediátrico.
Os quatro princípios são: Autonomia (respeito à capacidade de decisão do paciente), Beneficência (agir para o bem do paciente), Não Maleficência (evitar causar dano, 'primum non nocere') e Justiça (distribuição justa e equitativa dos cuidados de saúde).
Na pediatria, a beneficência envolve todas as ações que promovem a saúde e o bem-estar integral da criança. Isso inclui não apenas o tratamento médico, mas também o suporte emocional, a redução do estresse e a criação de um ambiente seguro e acolhedor, como permitir a presença dos pais.
Sim, em raras situações. Se a presença dos pais for prejudicial ao tratamento da criança (ex: comportamento disruptivo), pode haver um conflito entre a beneficência (bem-estar da criança) e a autonomia dos pais. Nesses casos, o melhor interesse da criança deve prevalecer.
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