SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
Em relação a antibioticoterapia profilática e terapêutica, considere as sentenças abaixo e responda: I - A antibioticoterapia profilática deve ser administrada dentro uma hora antes da incisão cirúrgica, para maximizar a prevenção de infecções. II - O uso prolongado de antibióticos profiláticos após uma cirurgia é recomendado para garantir que não ocorra infecção pós-operatória. Ill - A seleção do antibiótico para o tratamento de infecções hospitalares deve ser baseada nos padrões locais de resistência microbiana. IV- A descontinuação precoce da antibioticoterapia terapêutica é recomendada para reduzir a resistência bacteriana e os efeitos colaterais. V - A antibioticoterapia empírica deve ser iniciada imediatamente em pacientes-com suspeita de infecção hospitalar grave, mesmo antes da confirmação microbiológica. Assinale a alternativa que indica as sentenças CORRETAS.
Profilaxia cirúrgica → ATB até 60 min antes da incisão. Terapia empírica grave → iniciar imediatamente baseado na epidemiologia local.
A eficácia da profilaxia antibiótica depende do *timing* (concentração máxima no tecido no momento da incisão), não da duração. Já na terapia de infecções graves, a rapidez do início e a adequação ao perfil de sensibilidade local são cruciais para o desfecho do paciente.
O uso de antibióticos em ambiente hospitalar divide-se principalmente em profilático e terapêutico, cada um com princípios distintos. A antibioticoterapia profilática visa prevenir a infecção de sítio cirúrgico (ISC) e sua eficácia está diretamente ligada ao momento da administração, que deve ser até 60 minutos antes da incisão para garantir a concentração máxima do fármaco no tecido durante o procedimento. A duração deve ser curta, geralmente não excedendo 24 horas. A antibioticoterapia terapêutica, por outro lado, visa tratar uma infecção já estabelecida. Em casos graves, como sepse de origem hospitalar, a terapia empírica deve ser iniciada imediatamente após a coleta de culturas. A escolha do antibiótico deve ser guiada pelo perfil de sensibilidade dos microrganismos prevalentes na instituição (epidemiologia local), garantindo maior chance de sucesso terapêutico. Erros comuns incluem prolongar a profilaxia desnecessariamente e não considerar os dados de resistência locais para a terapia empírica. A descontinuação precoce da terapia (antes de completar o tempo de tratamento recomendado) é inadequada e pode levar à falha terapêutica e recidiva da infecção. O manejo correto dos antibióticos é crucial para o sucesso clínico e para o controle da resistência microbiana.
O antibiótico profilático deve ser administrado por via intravenosa dentro de 60 minutos antes da incisão cirúrgica. Para vancomicina ou fluoroquinolonas, que têm infusão mais longa, o início deve ocorrer em até 120 minutos antes para garantir níveis teciduais adequados no momento da incisão.
A prevalência de patógenos e seus perfis de sensibilidade variam muito entre hospitais e até entre unidades de um mesmo hospital. Utilizar dados de sensibilidade locais (microbiologia do hospital) aumenta drasticamente a chance de o tratamento empírico ser eficaz, melhorando o prognóstico do paciente e permitindo o uso racional de antimicrobianos.
Na maioria dos casos, a profilaxia antibiótica deve ser descontinuada em até 24 horas após o término da cirurgia. A sua manutenção prolongada não demonstrou redução nas taxas de infecção de sítio cirúrgico e contribui para a seleção de microrganismos resistentes e aumento de custos.
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