MedEvo Simulado — Prova 2026
O Dr. Marcos é o médico recém-chegado a uma equipe de Estratégia Saúde da Família (ESF) em um município de médio porte. Durante o processo de territorialização e mapeamento da área adscrita, a equipe identifica que o território, composto por cerca de 3.200 pessoas, apresenta uma distribuição espacial heterogênea da vulnerabilidade. Enquanto a maior parte da área é composta por bairros de classe média com saneamento básico completo, existe uma ocupação irregular em uma das extremidades (Microárea 6) onde residem 400 pessoas em condições precárias, com alta incidência de doenças infectocontagiosas e insegurança alimentar. Diante dessa análise situacional e com base nas diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e nos princípios organizativos do SUS, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta da equipe.
Equidade no SUS → Ofertar mais recursos para quem possui maior vulnerabilidade social.
A territorialização permite identificar disparidades socioeconômicas. A aplicação da equidade exige que a equipe priorize áreas de maior risco com maior frequência de visitas e ações.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) estabelece a territorialização como um pilar fundamental para a organização do cuidado. Ao mapear o território, a equipe de ESF identifica microáreas com diferentes níveis de risco biológico e social. A conduta correta diante de áreas de alta vulnerabilidade, como ocupações irregulares, é intensificar o cuidado nessas regiões, aplicando o princípio da equidade. Este conceito é frequentemente cobrado em provas de residência para testar a compreensão do aluno sobre a diferença entre universalidade, igualdade e equidade. Enquanto a universalidade garante o direito de todos ao sistema, a equidade garante que o planejamento seja sensível às necessidades específicas de cada grupo, combatendo a 'lei do cuidado inverso', onde quem mais precisa de saúde costuma ter menos acesso devido a barreiras sociais ou geográficas.
A equidade é um princípio doutrinário do SUS que reconhece as desigualdades sociais e busca oferecer mais recursos e atenção àqueles que mais precisam. Diferente da igualdade estrita, a equidade foca na justiça social, adaptando a oferta de serviços conforme o grau de vulnerabilidade da população, visando reduzir as disparidades nos indicadores de saúde e garantir que o acesso seja proporcional à necessidade individual e coletiva.
A territorialização é o processo de mapeamento e reconhecimento de uma área adscrita por uma equipe de Saúde da Família. Ela vai além da delimitação geográfica, envolvendo a identificação de dinâmicas sociais, riscos ambientais, equipamentos comunitários e perfis epidemiológicos. É a ferramenta fundamental para o planejamento estratégico, permitindo que a equipe identifique microáreas de risco e aplique ações equânimes no território.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) recomenda uma média de 3.000 pessoas por equipe de Saúde da Família, com um limite máximo de 3.500. No entanto, esse número pode ser reduzido em territórios de alta vulnerabilidade social e epidemiológica para garantir a qualidade do cuidado, a frequência necessária de visitas domiciliares e a efetividade das ações preventivas e curativas.
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