AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
O princípio de respeito a autonomia tornou-se, nas últimas décadas, uma das principais ferramentas conceituais da ética aplicada, sendo utilizado em contraposição ao assim chamado paternalismo médico. No universo cirúrgico, um dos principais mecanismos de respeito a autonomia é o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Em relação a este tema, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas: I. O consentimento livre e esclarecido consiste no ato de decisão, concordância e aprovação do paciente ou de seu representante legal, após a necessária informação e explicações, sob a responsabilidade do médico, a respeito dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos que lhe são indicados... PORTANTO II. Todas as decisões sobre seu tratamento, dependem somente do próprio paciente, independente de sua condição clínica.
Autonomia ≠ Decisão absoluta; depende de capacidade clínica e ausência de risco iminente de morte.
O consentimento esclarecido é a expressão máxima da autonomia, mas não é absoluto: situações de emergência ou incapacidade civil/clínica podem mitigar a decisão solitária do paciente.
A bioética contemporânea baseia-se no principialismo (autonomia, beneficência, não maleficência e justiça). O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) é a ferramenta que operacionaliza a autonomia no ambiente clínico, garantindo que o paciente seja um agente ativo no seu tratamento. Contudo, a autonomia não é um direito absoluto e ilimitado; ela pressupõe competência decisória e esbarra em limites éticos e legais, como a impossibilidade de o paciente exigir procedimentos fúteis ou ilegais.
É o dever de respeitar a autodeterminação das pessoas, permitindo que façam escolhas sobre sua própria vida e corpo, desde que possuam capacidade de compreensão e decisão, sem coação externa.
O médico pode intervir sem consentimento em situações de iminente risco de morte em que o paciente não pode expressar sua vontade (ex: inconsciência) e não há representante legal disponível, ou em casos de risco à saúde pública.
Não. O TCLE documenta que o paciente foi informado sobre riscos e benefícios, mas não autoriza a má prática. O médico continua responsável por seguir a 'lex artis' e agir com prudência, perícia e diligência.
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