Autonomia do Paciente: Princípio Essencial no Código de Ética Médica

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022

Enunciado

O código de ética médica, em seu artigo 31, versa que é vedado ao médico: “Desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte.” O referido artigo abrange o seguinte princípio bioético:

Alternativas

  1. A) Beneficência
  2. B) Não maleficência
  3. C) Autonomia 
  4. D) Justiça
  5. E) Paternalismo

Pérola Clínica

Art. 31 CEM → Autonomia do paciente (decidir sobre práticas diagnósticas/terapêuticas).

Resumo-Chave

O artigo 31 do Código de Ética Médica, ao vedar o desrespeito ao direito do paciente de decidir livremente, exceto em risco iminente de morte, consagra o princípio bioético da autonomia, que reconhece a capacidade do indivíduo de tomar decisões sobre sua própria saúde.

Contexto Educacional

O Código de Ética Médica (CEM) é o documento que rege a conduta dos médicos no Brasil, estabelecendo os direitos e deveres da profissão. O artigo 31, ao proibir o desrespeito ao direito do paciente de decidir livremente sobre práticas diagnósticas ou terapêuticas, exceto em situações de iminente risco de morte, aborda diretamente um dos pilares da bioética: o princípio da autonomia. A autonomia refere-se à capacidade de um indivíduo de tomar decisões racionais e livres sobre sua própria vida e saúde, sem coerção externa. Na medicina, isso se traduz no direito do paciente de ser informado sobre seu diagnóstico, prognóstico, opções de tratamento, riscos e benefícios, e de então consentir ou recusar qualquer intervenção. Este princípio é fundamental para uma relação médico-paciente baseada na confiança e no respeito mútuo. A exceção de 'iminente risco de morte' é crucial, pois em emergências, onde a vida do paciente está em perigo e não há tempo para obter o consentimento, a intervenção médica é justificada pela beneficência e não maleficência. No entanto, fora dessas circunstâncias extremas, a vontade do paciente deve ser sempre respeitada, reforçando a importância do consentimento informado e da comunicação clara.

Perguntas Frequentes

O que significa o princípio da autonomia na prática médica?

O princípio da autonomia significa que o paciente tem o direito de tomar decisões informadas sobre sua própria saúde e tratamento, incluindo aceitar ou recusar procedimentos, desde que seja capaz e esteja ciente das implicações.

Em que situações a autonomia do paciente pode ser limitada?

A autonomia pode ser limitada em casos de iminente risco de morte, quando o paciente não tem capacidade de decisão (ex: inconsciência, transtorno mental grave) ou em situações de risco à saúde pública, sempre respeitando a legislação.

Qual a relação entre autonomia e consentimento informado?

O consentimento informado é a manifestação prática do princípio da autonomia, onde o médico fornece todas as informações relevantes ao paciente para que ele possa tomar uma decisão livre e esclarecida sobre seu tratamento.

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