UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021
Adolescente do sexo feminino, 16 anos, manteve relação sexual desprotegida. Alguns dias depois, iniciou quadro de febre (39°(), náuseas, mal-estar generalizado e sensação de ardência e ''formigamento'' na região genital. O diagnóstico provável é:
Primoinfecção por Herpes Genital → febre, mal-estar, ardência/formigamento e lesões vesiculares dolorosas.
A primoinfecção por herpes simples genital é frequentemente mais sintomática que as recorrências, apresentando sintomas sistêmicos como febre e mal-estar, além de pródromos neurológicos locais como ardência e formigamento, seguidos por lesões vesiculares dolorosas.
A primoinfecção por herpes simples genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada principalmente pelo Herpes Simples Vírus tipo 2 (HSV-2), embora o HSV-1 também possa estar envolvido. É uma condição comum, com alta prevalência global, e sua importância clínica reside na recorrência e no impacto psicossocial nos pacientes. A identificação precoce é crucial para o manejo adequado e aconselhamento. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas células epiteliais, causando lesões vesiculares e úlceras. Os sintomas sistêmicos como febre, mialgia e mal-estar são mais proeminentes na primoinfecção devido à ausência de imunidade prévia. Os pródromos neurológicos, como ardência e formigamento, resultam da replicação viral nos gânglios sensitivos. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por PCR ou cultura viral das lesões. O tratamento visa aliviar os sintomas e reduzir a duração da infecção, sendo feito com antivirais como aciclovir. Embora não haja cura, a terapia supressiva pode ser utilizada em casos de recorrências frequentes. É fundamental orientar o paciente sobre a transmissão, o uso de preservativos e a importância de informar parceiros sexuais para prevenir a disseminação da doença.
A primoinfecção por herpes genital frequentemente cursa com sintomas sistêmicos como febre, mal-estar e mialgia, além de sintomas locais como ardência, formigamento e o surgimento de vesículas dolorosas que evoluem para úlceras.
A presença de pródromos neurológicos (ardência, formigamento) e sintomas sistêmicos (febre, mal-estar) são mais sugestivos de primoinfecção herpética, enquanto sífilis causa úlcera indolor e cancro mole, úlceras dolorosas com linfonodomegalia supurativa.
O tratamento envolve antivirais como aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir, iniciados o mais precocemente possível para reduzir a duração e a intensidade dos sintomas, além de analgésicos para o controle da dor.
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