Partograma: Identificando Desproporção Cefálico-Pélvica

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019

Enunciado

Primigesta de termo, apresenta o seguinte partograma: É correto afirmar que há:

Alternativas

  1. A) Evolução adequada da descida devendo-se aguardar mais de 1 ou 2 horas para o parto.
  2. B) Desproporção cefálico-pélvica, com grande chance de necessidade de cesárea. 
  3. C) Distocia de rotação devendo-se aplicar fórceps de rotação (Kielland). 
  4. D) Parada secundária da descida devendo-se aplicar fórceps de alívio.

Pérola Clínica

Partograma: Curva de descida desviada para direita, cruzando linha de ação → Desproporção Cefálico-Pélvica.

Resumo-Chave

O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a progressão do trabalho de parto. Uma curva de descida que se desvia para a direita, cruzando a linha de ação, indica uma falha na progressão da descida fetal, sugerindo uma desproporção cefálico-pélvica ou outra distocia que pode necessitar de intervenção, como a cesariana.

Contexto Educacional

O partograma é uma ferramenta gráfica padronizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para monitorar a progressão do trabalho de parto, identificar desvios da normalidade e auxiliar na tomada de decisões clínicas. É essencial para a segurança materno-fetal, permitindo a detecção precoce de distocias e a intervenção oportuna, reduzindo a morbidade e mortalidade. A interpretação do partograma envolve a análise da curva de dilatação cervical e da curva de descida da apresentação fetal em relação às linhas de alerta e ação. A linha de alerta indica o limite inferior da progressão normal, e a linha de ação, geralmente 4 horas após a linha de alerta, indica que uma intervenção é necessária. Uma curva de descida que se desvia para a direita e cruza a linha de ação, especialmente em uma primigesta, sugere uma falha na progressão, que pode ser causada por desproporção cefálico-pélvica (DCP), má posição fetal ou contrações uterinas ineficazes. A desproporção cefálico-pélvica ocorre quando a cabeça fetal é muito grande ou a pelve materna é muito pequena para permitir a passagem. A suspeita de DCP, confirmada pela falha de progressão no partograma apesar de um trabalho de parto ativo e contrações adequadas, é uma indicação comum para cesariana. A intervenção precoce baseada na interpretação correta do partograma é crucial para evitar complicações como sofrimento fetal, infecção intraparto e exaustão materna.

Perguntas Frequentes

O que o partograma avalia durante o trabalho de parto?

O partograma monitora a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal, as contrações uterinas, a frequência cardíaca fetal e as condições maternas, permitindo identificar desvios da normalidade na progressão do parto.

Quais são os sinais de desproporção cefálico-pélvica no partograma?

A desproporção cefálico-pélvica (DCP) é sugerida por uma falha na progressão da dilatação cervical ou da descida fetal, com a curva de dilatação ou descida cruzando a linha de ação do partograma, apesar de contrações uterinas adequadas.

Qual a conduta quando há suspeita de desproporção cefálico-pélvica?

Diante da suspeita de DCP, especialmente após a ultrapassagem da linha de ação no partograma e com contrações adequadas, a conduta geralmente é a indicação de cesariana, pois o parto vaginal pode ser inviável ou associado a riscos maternos e fetais.

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