Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Primigesta de termo, apresenta o seguinte partograma: É correto afirmar que há:
Partograma: Curva de descida desviada para direita, cruzando linha de ação → Desproporção Cefálico-Pélvica.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a progressão do trabalho de parto. Uma curva de descida que se desvia para a direita, cruzando a linha de ação, indica uma falha na progressão da descida fetal, sugerindo uma desproporção cefálico-pélvica ou outra distocia que pode necessitar de intervenção, como a cesariana.
O partograma é uma ferramenta gráfica padronizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para monitorar a progressão do trabalho de parto, identificar desvios da normalidade e auxiliar na tomada de decisões clínicas. É essencial para a segurança materno-fetal, permitindo a detecção precoce de distocias e a intervenção oportuna, reduzindo a morbidade e mortalidade. A interpretação do partograma envolve a análise da curva de dilatação cervical e da curva de descida da apresentação fetal em relação às linhas de alerta e ação. A linha de alerta indica o limite inferior da progressão normal, e a linha de ação, geralmente 4 horas após a linha de alerta, indica que uma intervenção é necessária. Uma curva de descida que se desvia para a direita e cruza a linha de ação, especialmente em uma primigesta, sugere uma falha na progressão, que pode ser causada por desproporção cefálico-pélvica (DCP), má posição fetal ou contrações uterinas ineficazes. A desproporção cefálico-pélvica ocorre quando a cabeça fetal é muito grande ou a pelve materna é muito pequena para permitir a passagem. A suspeita de DCP, confirmada pela falha de progressão no partograma apesar de um trabalho de parto ativo e contrações adequadas, é uma indicação comum para cesariana. A intervenção precoce baseada na interpretação correta do partograma é crucial para evitar complicações como sofrimento fetal, infecção intraparto e exaustão materna.
O partograma monitora a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal, as contrações uterinas, a frequência cardíaca fetal e as condições maternas, permitindo identificar desvios da normalidade na progressão do parto.
A desproporção cefálico-pélvica (DCP) é sugerida por uma falha na progressão da dilatação cervical ou da descida fetal, com a curva de dilatação ou descida cruzando a linha de ação do partograma, apesar de contrações uterinas adequadas.
Diante da suspeita de DCP, especialmente após a ultrapassagem da linha de ação no partograma e com contrações adequadas, a conduta geralmente é a indicação de cesariana, pois o parto vaginal pode ser inviável ou associado a riscos maternos e fetais.
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