Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2020
Primigesta, 40 semanas, em trabalho de parto espontâneo, apresenta o partograma abaixo.Qual o diagnóstico e conduta?
Partograma com dilatação e descida dentro da curva de alerta → evolução fisiológica, aguardar.
A análise do partograma é essencial para identificar a evolução do trabalho de parto. Se a curva de dilatação e descida fetal estiver dentro dos limites da normalidade (à esquerda da linha de alerta), o diagnóstico é de evolução fisiológica, e a conduta é expectante.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para o monitoramento do trabalho de parto, permitindo a avaliação da progressão da dilatação cervical e da descida fetal em relação ao tempo. Seu uso é recomendado pela Organização Mundial da Saúde para identificar precocemente distócias e evitar intervenções desnecessárias. Em uma primigesta a termo (40 semanas) em trabalho de parto espontâneo, a análise do partograma é crucial. A evolução fisiológica do trabalho de parto é caracterizada por uma progressão adequada da dilatação cervical (geralmente 1 cm/hora ou mais na fase ativa) e da descida da apresentação fetal. No partograma, isso se reflete na curva de dilatação e descida permanecendo à esquerda da linha de alerta. Quando o partograma indica uma evolução fisiológica, a conduta mais apropriada é a expectante, ou seja, aguardar a progressão natural do parto, oferecendo suporte e monitoramento contínuos à parturiente. Intervenções como ocitocina, amniotomia, vácuo extrator ou fórcipe só devem ser consideradas quando há evidência de distócia (curva de dilatação ou descida cruzando a linha de alerta ou de ação) ou sofrimento fetal, o que não é o caso em uma evolução fisiológica. A interpretação correta do partograma é fundamental para evitar tanto a inação em casos de distócia quanto a iatrogenia por intervenções prematuras.
O partograma é um gráfico que registra a evolução da dilatação cervical e da descida fetal ao longo do tempo, permitindo monitorar o progresso do trabalho de parto, identificar distócias e guiar a tomada de decisões clínicas.
Uma evolução fisiológica é indicada quando a curva de dilatação cervical e a curva de descida fetal permanecem à esquerda da linha de alerta no partograma, sugerindo um progresso normal e adequado sem necessidade de intervenção.
Os principais parâmetros incluem a dilatação cervical (em cm), a descida da apresentação fetal (em planos de DeLee ou estações), a frequência cardíaca fetal, as contrações uterinas, a pressão arterial materna e a administração de medicamentos.
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