Partograma: Início e Monitoramento no Trabalho de Parto Ativo

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023

Enunciado

Primigesta, 41 semanas de gestação, pré-natal sem intercorrências, chega ao pronto-socorro com queixa de dor e saída de sangue pela vagina. Ao exame, apresenta PA: 130 × 70 mmHg, altura uterina de 34 cm, BCF: 144 bpm, 4 contrações em 10 minutos. Ao exame vaginal, observa-se apresentação cefálica, bolsa íntegra, colo esvaecido 60%, dilatação cervical de 5 cm, presença de grande quantidade de muco sanguinolento.Nesse momento, deve-se internar a paciente, monitorar vitalidade fetal e

Alternativas

  1. A) realizar amniotomia para observar se há hemoâmnio. 
  2. B) orientar a paciente que há alto risco de indicação de cesárea pelo sangramento vaginal.
  3. C) utilizar métodos de maturação do colo, como misoprostol, por exemplo.
  4. D) iniciar ocitocina para indução do parto.
  5. E) iniciar o preenchimento do partograma para aguardar a evolução do parto. 

Pérola Clínica

Primigesta 41s, 5cm dilatação, 4 contrações/10min, muco sanguinolento → Iniciar partograma e monitorar.

Resumo-Chave

A paciente apresenta sinais claros de trabalho de parto ativo (dilatação cervical ≥ 5 cm, contrações regulares, esvaecimento do colo, perda de tampão mucoso). A conduta inicial é internar, monitorar a vitalidade fetal e iniciar o partograma para acompanhar a progressão do trabalho de parto de forma objetiva e identificar desvios.

Contexto Educacional

O partograma é uma ferramenta essencial na prática obstétrica para o acompanhamento do trabalho de parto. Ele permite o registro gráfico da evolução da dilatação cervical, descida da apresentação fetal, contrações uterinas e condições maternas e fetais, facilitando a identificação de desvios da normalidade e a tomada de decisões clínicas. Sua correta utilização contribui para a redução de intervenções desnecessárias e melhora os resultados materno-fetais. O trabalho de parto ativo é definido pela presença de contrações uterinas regulares e dolorosas, associadas a uma dilatação cervical de 5 cm ou mais em primigestas e multíparas. A presença de muco sanguinolento, conhecido como "sinal", é um indicativo comum do início do trabalho de parto, resultante das modificações cervicais. A monitorização contínua da vitalidade fetal e das contrações é crucial para garantir o bem-estar do binômio. A conduta inicial em uma gestante em trabalho de parto ativo, sem intercorrências, é a internação, monitorização e o preenchimento do partograma. Intervenções como amniotomia ou indução com ocitocina devem ser consideradas apenas em casos específicos de distócia ou indicação médica, após avaliação cuidadosa da progressão do trabalho de parto e da vitalidade fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para considerar o trabalho de parto ativo?

O trabalho de parto ativo é caracterizado por contrações uterinas regulares e dolorosas, acompanhadas de modificações cervicais progressivas, como dilatação cervical de 5 cm ou mais e esvaecimento do colo.

Qual a importância do partograma na condução do trabalho de parto?

O partograma é uma ferramenta gráfica que permite o acompanhamento da evolução do trabalho de parto, registrando a dilatação cervical, descida da apresentação fetal, contrações uterinas e vitalidade fetal, auxiliando na identificação precoce de distócias.

O que significa a presença de muco sanguinolento no exame vaginal durante o trabalho de parto?

A presença de muco sanguinolento, conhecido como "sinal" ou "tampão mucoso", é um achado normal no início do trabalho de parto, resultante da dilatação e esvaecimento do colo uterino, não indicando patologia.

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