Partograma: Manejo da Distócia de Progressão no Parto

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021

Enunciado

Primigesta, 23 anos de idade, 39 semanas de gestação, partograma conforme a figura. Exame físico: altura uterina 34 cm; cardiotocografia categoria I. Os diagnósticos segundo o partograma, e a conduta adequada, são:

Alternativas

  1. A) período pélvico prolongado e parada secundária da descida; realizar a cesárea. 
  2. B) fase ativa prolongada e distócia de rotação; aplicar o fórcipe.
  3. C) parada secundária da dilatação e parada secundária da descida; aplicar o fórcipe.
  4. D) parada secundária da dilatação e período pélvico prolongado; realizar a cesárea.
  5. E) distócia funcional e período pélvico prolongado; aplicar o fórcipe.

Pérola Clínica

Partograma com período pélvico prolongado e parada secundária da descida → Cesariana, mesmo com CTG I.

Resumo-Chave

A falha de progressão do trabalho de parto, evidenciada por um partograma com período pélvico prolongado e parada secundária da descida, é uma indicação clara de cesariana. A cardiotocografia categoria I, embora tranquilizadora para o bem-estar fetal imediato, não altera a conduta diante da distócia mecânica.

Contexto Educacional

O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a progressão do trabalho de parto, identificar distócias e guiar condutas. Sua correta interpretação permite a intervenção precoce em casos de falha de progressão, prevenindo morbimortalidade materna e perinatal. A identificação de padrões como período pélvico prolongado e parada secundária da descida é crucial para a tomada de decisão clínica. A fisiopatologia das distócias de progressão envolve fatores como desproporção céfalo-pélvica, contrações uterinas ineficazes ou má-posição fetal. O diagnóstico é feito pela análise da curva de dilatação cervical e da descida da apresentação fetal no partograma. A cardiotocografia avalia o bem-estar fetal, mas não exclui a necessidade de intervenção se houver falha mecânica de progressão. O tratamento de uma distócia de progressão estabelecida, como período pélvico prolongado e parada secundária da descida, é geralmente a cesariana, especialmente se não houver resposta a medidas como ocitocina ou mudança de posição. O prognóstico materno e fetal melhora significativamente com a intervenção oportuna, evitando exaustão materna, infecção e sofrimento fetal prolongado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de distócia de progressão no partograma?

Os principais sinais de distócia incluem fase ativa prolongada, parada secundária da dilatação, período pélvico prolongado e parada secundária da descida. Estes indicam que o trabalho de parto não está progredindo adequadamente.

Quando a cardiotocografia categoria I não impede uma cesariana?

A cardiotocografia categoria I indica bem-estar fetal. No entanto, se houver uma distócia mecânica ou falha de progressão do trabalho de parto, como período pélvico prolongado ou parada da descida, a cesariana é indicada para evitar complicações maternas e fetais, independentemente do traçado fetal tranquilizador.

Qual a diferença entre parada secundária da dilatação e parada secundária da descida?

A parada secundária da dilatação ocorre quando o colo uterino não dilata por um período específico na fase ativa. A parada secundária da descida refere-se à ausência de progressão da apresentação fetal na pelve durante o período expulsivo, após um período de descida prévia.

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