FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Primigesta, 23 anos de idade, 39 semanas de gestação, partograma conforme a figura. Exame físico: altura uterina 34 cm; cardiotocografia categoria I. Os diagnósticos segundo o partograma, e a conduta adequada, são:
Partograma com período pélvico prolongado e parada secundária da descida → Cesariana, mesmo com CTG I.
A falha de progressão do trabalho de parto, evidenciada por um partograma com período pélvico prolongado e parada secundária da descida, é uma indicação clara de cesariana. A cardiotocografia categoria I, embora tranquilizadora para o bem-estar fetal imediato, não altera a conduta diante da distócia mecânica.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a progressão do trabalho de parto, identificar distócias e guiar condutas. Sua correta interpretação permite a intervenção precoce em casos de falha de progressão, prevenindo morbimortalidade materna e perinatal. A identificação de padrões como período pélvico prolongado e parada secundária da descida é crucial para a tomada de decisão clínica. A fisiopatologia das distócias de progressão envolve fatores como desproporção céfalo-pélvica, contrações uterinas ineficazes ou má-posição fetal. O diagnóstico é feito pela análise da curva de dilatação cervical e da descida da apresentação fetal no partograma. A cardiotocografia avalia o bem-estar fetal, mas não exclui a necessidade de intervenção se houver falha mecânica de progressão. O tratamento de uma distócia de progressão estabelecida, como período pélvico prolongado e parada secundária da descida, é geralmente a cesariana, especialmente se não houver resposta a medidas como ocitocina ou mudança de posição. O prognóstico materno e fetal melhora significativamente com a intervenção oportuna, evitando exaustão materna, infecção e sofrimento fetal prolongado.
Os principais sinais de distócia incluem fase ativa prolongada, parada secundária da dilatação, período pélvico prolongado e parada secundária da descida. Estes indicam que o trabalho de parto não está progredindo adequadamente.
A cardiotocografia categoria I indica bem-estar fetal. No entanto, se houver uma distócia mecânica ou falha de progressão do trabalho de parto, como período pélvico prolongado ou parada da descida, a cesariana é indicada para evitar complicações maternas e fetais, independentemente do traçado fetal tranquilizador.
A parada secundária da dilatação ocorre quando o colo uterino não dilata por um período específico na fase ativa. A parada secundária da descida refere-se à ausência de progressão da apresentação fetal na pelve durante o período expulsivo, após um período de descida prévia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo