Eclâmpsia: Conduta Imediata e Manejo da Crise Convulsiva

HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024

Enunciado

Primigesta, 21 anos, 32 semanas e 2 dias de gestação, dá entrada no pronto atendimento trazida por familiar. O acompanhante refere que a encontrou caıdá no chão se debatendo. No cartão de Pré-Natal observa-se PA: 140 x100 mmHg anotada na última consulta. Exame fısicó geral: Sonolenta, confusa, SatO2: 94%, PA: 150x100 mmHg, FC=Pulso: 98 bpm, edema: +3/+4 Exame obstétrico: BCF: 130 bpm, Altura Uterina: 27 cm. Assinale a alternativa que apresenta qual a melhor sequência de condutas a serem realizadas. Assinale a alternativa que apresenta a melhor sequência de condutas a serem realizadas.

Alternativas

  1. A) Hidralazina 5mg, por via intravenosa; Sulfato de Magnésio via intramuscular; avaliação da vitalidade fetal; resolução da gestação após 34 semanas se vitalidade preservada
  2. B) Nifedipino 10 mg, via oral, Sulfato de Magnésio via intramuscular; avaliação da vitalidade fetal; resolução da gestação após 34 semanas, se vitalidade preservada
  3. C) Hidralazina 5mg, por via intravenosa; Sulfato de Magnésio via intramuscular; exames laboratoriais, avaliação da vitalidade fetal; resolução da gestação após estabilização materna
  4. D) Sulfato de Magnésio - via intravenosa; exames laboratoriais; resolução da gestação após estabilização do quadro materno

Pérola Clínica

Eclâmpsia: Sulfato de Magnésio IV é a primeira conduta para controle da convulsão e prevenção de recorrência.

Resumo-Chave

A eclâmpsia é uma emergência obstétrica caracterizada por convulsões tônico-clônicas em gestantes com pré-eclâmpsia. A conduta inicial prioritária é a administração de sulfato de magnésio intravenoso para interromper a convulsão e prevenir recorrências, seguida de estabilização materna e avaliação fetal para resolução da gestação.

Contexto Educacional

A eclâmpsia é uma das complicações mais graves da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia, na ausência de outras causas para as convulsões. É uma emergência obstétrica que exige reconhecimento e manejo imediatos para prevenir morbimortalidade materna e fetal. A incidência varia, mas é mais comum em primigestas e em gestações com fatores de risco para pré-eclâmpsia. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoespasmo e alterações na perfusão cerebral. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de convulsões em uma gestante com hipertensão e proteinúria (ou outros sinais de pré-eclâmpsia grave). A conduta inicial e prioritária é a interrupção da crise convulsiva e a prevenção de recorrências, sendo o sulfato de magnésio a droga de escolha, administrado por via intravenosa. Após o controle da convulsão e a estabilização hemodinâmica materna, a avaliação da vitalidade fetal e a realização de exames laboratoriais são passos subsequentes. A resolução da gestação é o tratamento definitivo da eclâmpsia, e deve ser considerada após a estabilização do quadro materno, independentemente da idade gestacional, pois a doença só regride com o parto. O manejo anti-hipertensivo também é importante, mas secundário ao controle da convulsão.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para eclâmpsia?

A eclâmpsia é precedida por sinais de pré-eclâmpsia grave, como cefaleia intensa, distúrbios visuais (escotomas, diplopia), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, hiperreflexia e edema generalizado, além de hipertensão arterial.

Qual a primeira conduta na crise convulsiva eclâmptica?

A primeira e mais importante conduta na crise convulsiva eclâmptica é a administração imediata de sulfato de magnésio por via intravenosa, para interromper a convulsão e prevenir novas crises, protegendo a mãe e indiretamente o feto.

Quando a gestação deve ser resolvida na eclâmpsia?

Após o controle da convulsão e a estabilização do quadro materno com sulfato de magnésio e controle da pressão arterial, a resolução da gestação é indicada na eclâmpsia, independentemente da idade gestacional, pois a doença não tem cura antes do parto.

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