Eclâmpsia Refratária: Manejo da Convulsão Recorrente

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025

Enunciado

Primigesta com 30 semanas de gestação, sem histórico de epilepsia, veio à UPA queixando-se de cefaleia e visão turva. À avaliação inicial, a pressão arterial era de 160/110 mmHg. Enquanto a enfermeira chamava o médico, a paciente teve uma convulsão tônico-clônica. Imediatamente recebeu 4,0 g de sulfato de magnésio intravenoso para tratamento de eclâmpsia, e o quadro foi estabilizado. Após 15 minutos, novo episódio convulsivo ocorreu. Em situações como essa, a conduta mais adequada para reduzir a chance de novas convulsões é administrar, por via intravenosa,

Alternativas

  1. A) diazepam (20 mg).
  2. B) hidantal (50 mg).
  3. C) sulfato de magnésio (2,0 g).
  4. D) fenobarbital (100 mg).

Pérola Clínica

Eclâmpsia: Após dose inicial de MgSO4, nova convulsão → Dose adicional de MgSO4 (2g IV).

Resumo-Chave

Em caso de eclâmpsia, se uma nova convulsão ocorrer após a dose de ataque inicial de sulfato de magnésio, a conduta mais adequada é administrar uma dose adicional de 2,0 g de sulfato de magnésio intravenoso. Esta é a recomendação padrão para eclâmpsia refratária, visando manter os níveis terapêuticos do fármaco.

Contexto Educacional

A eclâmpsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes, puérperas ou mulheres no pós-parto, sem outras causas neurológicas. É uma emergência obstétrica que exige manejo imediato para proteger a mãe e o feto. O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha para o tratamento e prevenção da eclâmpsia, devido à sua eficácia e perfil de segurança. A dose de ataque usual é de 4,0 g por via intravenosa. No entanto, em alguns casos, a paciente pode apresentar um novo episódio convulsivo mesmo após a dose inicial, caracterizando a eclâmpsia refratária. Nessas situações, a conduta mais adequada é administrar uma dose adicional de 2,0 g de sulfato de magnésio intravenoso, em bolus lento. É crucial monitorar os sinais de toxicidade por magnésio, como a arreflexia patelar e a depressão respiratória. Outros anticonvulsivantes, como diazepam ou fenitoína, são considerados apenas se o sulfato de magnésio falhar após doses repetidas e a toxicidade for descartada. O manejo da eclâmpsia é um tópico fundamental para residentes em ginecologia e obstetrícia.

Perguntas Frequentes

Qual a dose inicial de sulfato de magnésio para eclâmpsia?

A dose inicial padrão para eclâmpsia é de 4,0 g de sulfato de magnésio intravenoso em 5-10 minutos, seguida por uma dose de manutenção de 1-2 g/hora.

Quando uma eclâmpsia é considerada refratária?

A eclâmpsia é considerada refratária quando ocorrem novas convulsões após a administração da dose de ataque e, por vezes, da dose de manutenção do sulfato de magnésio.

Quais são os sinais de toxicidade por sulfato de magnésio?

Os sinais de toxicidade incluem depressão respiratória, arreflexia patelar, oligúria e hipotensão. O antídoto é o gluconato de cálcio.

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