UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Primigesta de 18 anos, com 28 semanas de gestação, apresentou convulsão tônico-clônica generalizada na UBS. Naquele momento, a pressão arterial era de 130/90 mmHg, e o exame de urina não revelou proteinúria. Mesmo desacompanhada, a paciente deverá ser imediatamente encaminhada a uma maternidade de alto risco. Para evitar convulsões durante o transporte, a conduta mais adequada é administrar
Eclâmpsia → sulfato de magnésio IM para profilaxia de convulsões no transporte.
Em casos de eclâmpsia, o sulfato de magnésio é a droga de escolha para prevenir recorrência de convulsões. Para transporte em ambiente sem acesso IV fácil, a via intramuscular é uma opção segura e eficaz.
A eclâmpsia é uma emergência obstétrica grave, definida pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. O diagnóstico é clínico, e a conduta imediata visa controlar as convulsões, prevenir recorrências e estabilizar a paciente para o parto. O sulfato de magnésio é a droga de escolha para o tratamento e profilaxia das convulsões eclâmpticas, demonstrando superioridade sobre outras anticonvulsivantes como diazepam e fenitoína. Sua ação anticonvulsivante é multifatorial, incluindo a redução da excitabilidade neuronal e o bloqueio de receptores NMDA. A administração pode ser intravenosa ou intramuscular. Em situações de transporte ou em locais com recursos limitados, a via intramuscular (esquema de Zuspan ou Pritchard) é uma alternativa segura e eficaz para iniciar a terapia e prevenir novas crises convulsivas até que a paciente chegue a um centro de referência onde a via intravenosa possa ser estabelecida e monitorada adequadamente. O monitoramento dos reflexos patelares, frequência respiratória e débito urinário é essencial para evitar toxicidade.
O sulfato de magnésio é a droga de escolha para o tratamento agudo das convulsões eclâmpticas e para a profilaxia de novas crises, devido à sua eficácia superior e menor perfil de efeitos adversos em comparação com outras anticonvulsivantes.
A administração intramuscular de sulfato de magnésio é uma opção prática e segura para estabilizar a paciente e prevenir novas convulsões durante o transporte, especialmente quando o acesso intravenoso é difícil ou o ambiente não permite monitoramento contínuo da infusão IV.
Os sinais de toxicidade incluem depressão dos reflexos patelares (primeiro sinal), depressão respiratória, oligúria e, em casos graves, parada cardíaca. O antídoto é o gluconato de cálcio intravenoso.
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