SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
Primigesta de 15 anos, com idade gestacional aproximada de 36 semanas, foi encaminhada inconsciente ao Pronto Socorro, apresentando lesões em cavidade oral e língua, provenientes de trauma espontâneo (mordedura), com sangramento ativo das mesmas e equimoses recentes em membros inferiores e superiores ocasionadas por manobras de restrição de seus movimentos realizadas pelos socorristas. Acompanhantes referem aparecimento súbito de inchaço em mãos e rosto há 2 semanas, além de diminuição de seu volume urinário. Os exames realizados rapidamente na sala de urgência revelam pressão arterial de 150x100 mm Hg, altura uterina de 33 cm, batimentos cardiofetais presentes, icterícia leve de esclera e +++ de proteinúria. O diagnóstico mais provável está apresentado em qual das alternativas abaixo?
Gestante com pré-eclâmpsia (hipertensão + proteinúria) + convulsão → Eclâmpsia.
A eclâmpsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes com hipertensão e proteinúria, sem outra causa neurológica. O caso descreve claramente esses sinais, incluindo edema, PA elevada, proteinúria e convulsão.
A eclâmpsia é uma das complicações mais graves da pré-eclâmpsia, representando uma emergência obstétrica que pode levar a morbidade e mortalidade materno-fetal significativas. É caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes com pré-eclâmpsia, sem outra causa neurológica identificável. O quadro clínico típico, como descrito na questão, inclui uma gestante com histórico de hipertensão e proteinúria (sinais de pré-eclâmpsia), que subitamente apresenta convulsões. Outros sinais e sintomas podem estar presentes, como edema generalizado, alterações visuais, cefaleia e, em casos mais graves, disfunção hepática (icterícia, como mencionado) ou renal. A idade gestacional avançada (36 semanas) e a idade materna jovem (15 anos) são fatores de risco adicionais. O diagnóstico é clínico e o tratamento visa controlar as convulsões (com sulfato de magnésio), estabilizar a pressão arterial e, uma vez que a mãe esteja estável, proceder à interrupção da gestação, que é a única cura definitiva para a doença. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para melhorar o prognóstico materno e fetal.
Eclâmpsia é definida pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia (hipertensão arterial e proteinúria), na ausência de outras causas neurológicas para as convulsões.
Sinais de alerta incluem cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica ou no quadrante superior direito, náuseas e vômitos, edema pulmonar, oligúria e alterações laboratoriais como plaquetopenia e elevação de enzimas hepáticas.
A conduta inicial envolve estabilização da paciente (garantir via aérea, prevenir traumas), controle das convulsões (sulfato de magnésio é a droga de escolha), controle da hipertensão arterial e, após estabilização, a interrupção da gestação, que é o tratamento definitivo.
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