HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023
Primigesta de 35 anos apresentou turvação visual e cefaleia e por isso chamou o transporte do SAMU para que a levasse ao hospital de referência. Na chegada ao PS, o enfermeiro do transporte informa que a paciente acabou de convulsionar ainda dentro da viatura. Pela carteira de acompanhamento pré-natal calcula-se idade gestacional de 36 semanas e confirma-se a prescrição de metildopa 2,0 g e anlodipino 20 mg ao dia. Ao exame físico: mal estado geral, torporosa, edema de membros e abdômen 3+/4+. PA 170x120 mmHg, FR 20 ipm, FC 100 bpm, T axilar 36,7º C. Ausculta cardiopulmonar sem alterações importantes, exceto pela taquicardia. Abdômen: altura uterina 31 cm, BCF 170 bpm, com desacelerações frequentes. Assinale a alternativa que descreve a condução adequada para o caso.
Eclâmpsia + feto viável (≥34 sem) → Sulfato de Mg + controle PA + interrupção imediata da gestação.
Em casos de eclâmpsia, a prioridade é controlar a convulsão com sulfato de magnésio e estabilizar a pressão arterial. Uma vez estabilizada, a interrupção da gestação é indicada, especialmente se o feto for viável (≥34 semanas), para resolver a causa subjacente da doença e prevenir complicações maternas e fetais.
A eclâmpsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes, puérperas ou mulheres no pós-parto imediato. É uma emergência obstétrica que pode levar a morbimortalidade materna e fetal significativas. A incidência varia globalmente, mas permanece uma das principais causas de mortalidade materna, especialmente em países em desenvolvimento. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para o prognóstico. A fisiopatologia da eclâmpsia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoconstrição e isquemia cerebral, resultando em edema e irritabilidade cortical. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de convulsões em uma paciente com pré-eclâmpsia. A avaliação inclui monitoramento da pressão arterial, função renal, hepática e coagulação. A suspeita deve ser alta em gestantes com cefaleia, turvação visual ou dor epigástrica, especialmente se apresentarem hipertensão grave. O tratamento da eclâmpsia visa primeiramente controlar a convulsão e prevenir recorrências com sulfato de magnésio endovenoso. Em seguida, a pressão arterial deve ser controlada rigorosamente com anti-hipertensivos como hidralazina ou labetalol. Após a estabilização materna, a interrupção da gestação é imperativa, independentemente da idade gestacional se o feto for viável (≥34 semanas), pois a remoção da placenta é a única forma de resolver a doença. O prognóstico materno e fetal melhora significativamente com o manejo rápido e eficaz.
A eclâmpsia é caracterizada por convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes com pré-eclâmpsia. Sinais de alerta incluem cefaleia intensa, turvação visual, dor epigástrica, hiperreflexia e hipertensão grave (PA ≥ 160/110 mmHg).
A conduta inicial envolve a proteção da via aérea, administração de sulfato de magnésio endovenoso para controle e prevenção de novas convulsões, e controle rigoroso da pressão arterial com anti-hipertensivos como hidralazina ou labetalol endovenosos.
A interrupção da gestação é indicada após a estabilização materna (controle da convulsão e da pressão arterial), sendo a única 'cura' para a doença. Em fetos viáveis (geralmente a partir de 34 semanas), a interrupção é imediata após a estabilização.
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