Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2023
Criança de 4 anos é trazida pelo pai ao pronto atendimento, com queimadura em face anterior de coxa direita causada pelo derramamento de soda cáustica. Está bastante assustada e chorosa, referindo dor local intensa. Qual é a melhor maneira de tratar a ferida neste momento?
Queimadura química → irrigação abundante e prolongada com água/soro fisiológico é a prioridade.
Em queimaduras químicas, a medida mais importante e imediata é a irrigação abundante e contínua da área afetada com água corrente ou solução salina por pelo menos 20-30 minutos. Isso dilui e remove o agente químico, minimizando a profundidade e extensão da lesão. A neutralização com outras substâncias é contraindicada.
As queimaduras químicas representam uma emergência médica que exige uma intervenção rápida e adequada para minimizar a extensão e a profundidade da lesão. A natureza do agente químico (ácido, base, oxidante, redutor) influencia a fisiopatologia da lesão, mas a conduta inicial é universal: a remoção imediata e completa do agente da superfície cutânea. Substâncias cáusticas, como a soda cáustica, causam necrose de liquefação, que pode progredir por horas, tornando a irrigação prolongada ainda mais crítica. A prioridade absoluta no manejo de uma queimadura química é a irrigação abundante com água corrente ou solução salina isotônica. Esta medida visa diluir o agente químico, reduzir sua concentração e removê-lo fisicamente da pele, interrompendo o processo de lesão. A irrigação deve ser mantida por no mínimo 20 a 30 minutos, ou até que a dor diminua significativamente. É crucial evitar a tentação de neutralizar o agente com outra substância, pois isso pode exacerbar a lesão devido à reação exotérmica. Após a irrigação inicial, a avaliação da queimadura segue os princípios gerais: determinação da profundidade e extensão, analgesia, cobertura da ferida com curativos estéreis e avaliação da necessidade de encaminhamento para um centro de queimados. Em crianças, a atenção deve ser redobrada devido à maior superfície corporal em relação ao peso e à pele mais fina, o que as torna mais suscetíveis a lesões mais graves e toxicidade sistêmica.
A primeira e mais importante medida é a irrigação abundante e contínua da área afetada com água corrente ou solução salina por um período prolongado (mínimo de 20 a 30 minutos). Isso visa diluir e remover o agente químico, interrompendo sua ação lesiva.
A neutralização de um agente químico com uma substância de pH oposto é contraindicada porque pode gerar uma reação exotérmica, liberando calor e intensificando a lesão tecidual. Além disso, a reação pode produzir subprodutos tóxicos. A diluição é sempre mais segura e eficaz.
Após a irrigação, a área deve ser coberta com um curativo estéril e seco. O paciente deve ser avaliado para profundidade e extensão da queimadura, dor e sinais de toxicidade sistêmica. Analgesia e profilaxia antitetânica são importantes, e o encaminhamento para um centro especializado pode ser necessário.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo