Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
Paciente 54 anos, hipertenso e diabético de longa data, apresentando primeiro episódio de crise convulsiva parcial-complexa iniciando-se com abalos involuntários do membro superior direito e logo após tornando-se generalizada tônico-clônica. Na investigação deste paciente qual a alternativa correta?
Primeira crise convulsiva em adulto > 50 anos → Alta suspeita de lesão estrutural (tumor) → RM crânio com contraste é padrão-ouro.
Em pacientes adultos, especialmente acima dos 50 anos e sem histórico prévio, uma primeira crise convulsiva exige investigação rigorosa para causas estruturais. Tumores cerebrais são uma hipótese diagnóstica importante e a ressonância magnética com contraste é o método de imagem de escolha para sua detecção e caracterização.
A primeira crise convulsiva em um paciente adulto, especialmente acima dos 50 anos, é um evento clínico que exige investigação etiológica detalhada. A incidência de epilepsia aumenta com a idade, e as causas secundárias, como tumores cerebrais, doenças cerebrovasculares (AVC isquêmico ou hemorrágico), traumatismos cranioencefálicos prévios, infecções do sistema nervoso central e distúrbios metabólicos, tornam-se mais prevalentes. É crucial diferenciar uma crise convulsiva de outros eventos paroxísticos, como síncope ou ataques isquêmicos transitórios. A fisiopatologia das crises convulsivas envolve uma descarga elétrica anormal e hipersincrônica de neurônios no córtex cerebral. Em adultos, a presença de fatores de risco como hipertensão e diabetes aumenta a probabilidade de doenças cerebrovasculares, que podem ser causas subjacentes. A investigação diagnóstica deve incluir exames laboratoriais para descartar distúrbios metabólicos e toxicológicos, eletroencefalograma (EEG) para avaliar a atividade elétrica cerebral e, fundamentalmente, neuroimagem. Para a neuroimagem, a ressonância magnética (RM) do crânio com e sem contraste é considerada o padrão-ouro na investigação de uma primeira crise convulsiva em adultos. Ela oferece resolução superior à tomografia computadorizada (TC) para identificar lesões estruturais sutis, como tumores (gliomas, metástases), malformações corticais, esclerose mesial temporal (uma causa comum de epilepsia do lobo temporal), cavernomas e sequelas de AVC. O contraste endovenoso é essencial para realçar lesões com quebra da barreira hematoencefálica, como tumores e processos inflamatórios/infecciosos. O tratamento inicial da crise aguda visa estabilizar o paciente e prevenir recorrências, enquanto a investigação etiológica direciona o tratamento a longo prazo.
A principal hipótese diagnóstica para uma primeira crise convulsiva em um adulto acima de 50 anos, especialmente sem histórico prévio, é uma lesão estrutural cerebral, como um tumor, acidente vascular cerebral (AVC) ou malformação vascular.
A ressonância magnética (RM) do crânio com e sem contraste é o método de imagem de escolha. Ela oferece maior sensibilidade e especificidade para detectar lesões estruturais sutis, como tumores, malformações corticais, esclerose mesial temporal e sequelas de AVC.
A TC de crânio sem contraste pode ser útil em emergências para descartar sangramentos agudos ou grandes massas, mas possui menor sensibilidade que a RM para detectar lesões menores, gliomas de baixo grau, malformações corticais ou esclerose mesial temporal, que são causas comuns de epilepsia.
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