HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Paula é uma estudante de 16 anos, que foi levada a emergência por conta de uma crise convulsiva. A acompanhante, tia de Paula, diz que não presenciou a crise, portanto não sabe informar o tipo ou a duração da crise. Além disso, a tia nega diagnóstico prévio de epilepsia, uso de medicações ou drogas pela jovem. No momento da avaliação, ela não está mais em crise, mas está dormindo profundamente, com sinais vitais estáveis e glicemia de 99 mg/dL. A melhor abordagem para ela nesse momento é:
Primeira crise convulsiva em adolescente sem histórico: investigar causas secundárias com TC de crânio e, se normal, encaminhar para EEG ambulatorial, sem iniciar anticonvulsivantes de imediato.
Em um paciente com primeira crise convulsiva sem histórico prévio, a prioridade é excluir causas secundárias agudas, como lesões estruturais cerebrais, com neuroimagem (TC de crânio). Se a TC for normal e o paciente estiver estável, a investigação adicional (EEG) pode ser feita ambulatorialmente, e a decisão de iniciar anticonvulsivantes é individualizada e geralmente não é imediata após uma única crise.
A primeira crise convulsiva em um adolescente é um evento que gera grande preocupação e exige uma abordagem diagnóstica cuidadosa. O objetivo inicial é descartar causas secundárias agudas e tratáveis, como lesões estruturais cerebrais, distúrbios metabólicos, infecções ou intoxicações. A história clínica detalhada, incluindo informações de acompanhantes sobre o evento, é crucial, mesmo que não presenciada. A avaliação na emergência deve incluir a estabilização do paciente, verificação de sinais vitais e glicemia. A neuroimagem, preferencialmente a tomografia computadorizada (TC) de crânio, é fundamental para excluir lesões agudas como hemorragias, tumores ou infecções. Se a TC for normal e o paciente estiver clinicamente estável e em estado pós-ictal, a investigação pode prosseguir em regime ambulatorial com um eletroencefalograma (EEG), que auxilia na classificação do tipo de crise e na identificação de padrões epileptiformes. A decisão de iniciar terapia anticonvulsivante após uma primeira crise é complexa e individualizada. Não é rotina iniciar medicação após uma única crise, especialmente se a neuroimagem e o EEG forem normais e não houver fatores de risco para recorrência. A prescrição de anticonvulsivantes como a carbamazepina deve ser feita após avaliação especializada e discussão dos riscos e benefícios, considerando o impacto na qualidade de vida do paciente.
A investigação inicial deve incluir a estabilização do paciente, verificação de sinais vitais e glicemia. É fundamental solicitar uma neuroimagem, preferencialmente tomografia computadorizada (TC) de crânio, para excluir causas secundárias agudas como lesões estruturais cerebrais.
A decisão de iniciar anticonvulsivantes após uma primeira crise é individualizada. Geralmente, não é recomendado iniciar medicação de imediato se a TC de crânio for normal e não houver fatores de alto risco para recorrência. A avaliação especializada com EEG e discussão dos riscos/benefícios é essencial.
A TC de crânio é crucial na emergência para descartar lesões estruturais agudas. O eletroencefalograma (EEG) é realizado ambulatorialmente para auxiliar na classificação do tipo de crise, identificar padrões epileptiformes e avaliar o risco de recorrência, complementando a investigação diagnóstica.
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