FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Acerca do priapismo, assinale a alternativa correta
Priapismo isquêmico → emergência urológica, tratar com aspiração intracavernosa e/ou fenilefrina.
O priapismo isquêmico é uma emergência urológica caracterizada por ereção dolorosa e rígida, com risco de fibrose e disfunção erétil permanente. O tratamento inicial visa desobstruir o fluxo venoso e oxigenar o tecido, sendo a aspiração intracavernosa e a injeção de simpatomiméticos como a fenilefrina as principais intervenções.
O priapismo é uma ereção peniana persistente, não associada a estímulo sexual, que dura mais de 4 horas. É classificado em isquêmico (de baixo fluxo) e não isquêmico (de alto fluxo), sendo o priapismo isquêmico uma verdadeira emergência urológica devido ao risco de isquemia tecidual, fibrose e disfunção erétil permanente. A etiologia é variada, incluindo doenças hematológicas como a doença falciforme, uso de certos medicamentos e trauma. O priapismo isquêmico é caracterizado por dor intensa, rigidez peniana completa e ausência de fluxo sanguíneo nos corpos cavernosos, detectável por ultrassonografia Doppler. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar danos irreversíveis. As intervenções iniciais incluem a aspiração de sangue dos corpos cavernosos, com ou sem irrigação com solução salina, e a injeção intracavernosa de agentes alfa-agonistas, como a fenilefrina, que promovem vasoconstrição e facilitam o esvaziamento venoso. Para residentes, é crucial reconhecer e manejar prontamente o priapismo isquêmico. O atraso no tratamento pode levar a sequelas graves. Além das intervenções locais, é fundamental investigar e tratar a causa subjacente, especialmente em pacientes com doenças sistêmicas. O priapismo não isquêmico, por outro lado, geralmente é menos urgente e pode ser manejado de forma mais conservadora ou com embolização seletiva.
O priapismo isquêmico é uma ereção dolorosa, rígida, com fluxo venoso reduzido (baixo fluxo), sendo uma emergência. O não isquêmico é menos doloroso, flácido ou semirrígido, com fluxo arterial normal ou aumentado (alto fluxo), geralmente não emergencial.
As causas incluem doença falciforme, uso de certos medicamentos (antidepressivos, anti-hipertensivos, drogas para disfunção erétil), trauma perineal e doenças hematológicas malignas, que afetam o fluxo sanguíneo peniano.
A conduta inicial envolve aspiração de sangue dos corpos cavernosos (com ou sem irrigação com soro fisiológico) e/ou injeção intracavernosa de agentes simpatomiméticos como a fenilefrina, além do tratamento da causa subjacente.
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