Priapismo Isquêmico: Diagnóstico e Manejo de Emergência

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024

Enunciado

Acerca do priapismo, assinale a alternativa correta

Alternativas

  1. A) Pacientes jovens que fazem uso recreativo de estimulantes sexuais podem evoluir para priapismo isquêmico.
  2. B) As ereções decorrentes do priapismo não isquêmico geralmente são totalmente rígidas e muito dolorosas, caracterizando uma emergência e, frequentemente, necessitando de aspiração do corpo cavernoso.
  3. C) O priapismo isquêmico é uma ereção não persistente, relacionada a estímulo sexual em pacientes com distúrbios subjacentes (por exemplo, doença falciforme ou doença maligna hematológica).
  4. D) No priapismo isquêmico, a aspiração terapêutica (com ou sem irrigação) ou injeção intracavernosa de simpatomiméticos (por exemplo, fenilefrina) pode ser utilizada como intervenção inicial, associada ao tratamento sistêmico do transtorno subjacente.
  5. E) A tumescência crônica, bem tolerada, sem rigidez total do pênis é uma alteração relacionada ao priapismo não isquêmico e deve ser tratada inicialmente com cirurgia, pela baixa chance de resolução espontânea.

Pérola Clínica

Priapismo isquêmico → emergência urológica, tratar com aspiração intracavernosa e/ou fenilefrina.

Resumo-Chave

O priapismo isquêmico é uma emergência urológica caracterizada por ereção dolorosa e rígida, com risco de fibrose e disfunção erétil permanente. O tratamento inicial visa desobstruir o fluxo venoso e oxigenar o tecido, sendo a aspiração intracavernosa e a injeção de simpatomiméticos como a fenilefrina as principais intervenções.

Contexto Educacional

O priapismo é uma ereção peniana persistente, não associada a estímulo sexual, que dura mais de 4 horas. É classificado em isquêmico (de baixo fluxo) e não isquêmico (de alto fluxo), sendo o priapismo isquêmico uma verdadeira emergência urológica devido ao risco de isquemia tecidual, fibrose e disfunção erétil permanente. A etiologia é variada, incluindo doenças hematológicas como a doença falciforme, uso de certos medicamentos e trauma. O priapismo isquêmico é caracterizado por dor intensa, rigidez peniana completa e ausência de fluxo sanguíneo nos corpos cavernosos, detectável por ultrassonografia Doppler. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar danos irreversíveis. As intervenções iniciais incluem a aspiração de sangue dos corpos cavernosos, com ou sem irrigação com solução salina, e a injeção intracavernosa de agentes alfa-agonistas, como a fenilefrina, que promovem vasoconstrição e facilitam o esvaziamento venoso. Para residentes, é crucial reconhecer e manejar prontamente o priapismo isquêmico. O atraso no tratamento pode levar a sequelas graves. Além das intervenções locais, é fundamental investigar e tratar a causa subjacente, especialmente em pacientes com doenças sistêmicas. O priapismo não isquêmico, por outro lado, geralmente é menos urgente e pode ser manejado de forma mais conservadora ou com embolização seletiva.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre priapismo isquêmico e não isquêmico?

O priapismo isquêmico é uma ereção dolorosa, rígida, com fluxo venoso reduzido (baixo fluxo), sendo uma emergência. O não isquêmico é menos doloroso, flácido ou semirrígido, com fluxo arterial normal ou aumentado (alto fluxo), geralmente não emergencial.

Quais são as principais causas de priapismo isquêmico?

As causas incluem doença falciforme, uso de certos medicamentos (antidepressivos, anti-hipertensivos, drogas para disfunção erétil), trauma perineal e doenças hematológicas malignas, que afetam o fluxo sanguíneo peniano.

Qual a conduta inicial no priapismo isquêmico?

A conduta inicial envolve aspiração de sangue dos corpos cavernosos (com ou sem irrigação com soro fisiológico) e/ou injeção intracavernosa de agentes simpatomiméticos como a fenilefrina, além do tratamento da causa subjacente.

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