SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025
O priapismo é uma ereção peniana que persiste além da estimulação sexual, ou que não esteja relacionada com ela. Exceto nos casos do tipo não isquêmico, o priapismo costuma ser acompanhado de dor espontânea e à palpação. No grupo mais jovem, o priapismo associa-se mais a doença falciforme ou a uma neoplasia. O priapismo com baixo fluxo se associa a um pênis doloroso inteiramente ereto, causando hipoxia local e acidose devido a diminuição da saída venosa. Já o priapismo de alto fluxo se associa ao aumento do fluxo arterial sem aumento da resistência à saída venosa, assim resultando em entrada alta e saída alta. O tratamento do priapismo de alto fluxo na grande maioria é cirúrgico através de embolização arterial ou ligadura arterial cirúrgica aberta. Assinale a alternativa que corresponde a um priapismo de alto fluxo:
Priapismo de alto fluxo = trauma perineal/peniano → fístula arteriovenosa → tratamento embolização arterial.
O priapismo de alto fluxo, ou não isquêmico, é caracterizado por um aumento do fluxo arterial para o pênis sem resistência à saída venosa, geralmente resultante de trauma perineal ou peniano que causa uma fístula arteriovenosa. Diferente do priapismo de baixo fluxo, não causa hipóxia local e acidose, e seu tratamento definitivo é frequentemente cirúrgico ou por embolização arterial.
O priapismo é uma ereção peniana persistente e não associada à estimulação sexual, sendo classificado em dois tipos principais: isquêmico (baixo fluxo) e não isquêmico (alto fluxo). O priapismo de baixo fluxo é uma emergência urológica devido ao risco de isquemia e fibrose peniana, enquanto o de alto fluxo, embora não seja uma emergência isquêmica, também requer atenção e tratamento. A compreensão das etiologias e fisiopatologia de cada tipo é crucial para o manejo adequado. O priapismo de alto fluxo é tipicamente causado por um trauma perineal ou peniano, que resulta na formação de uma fístula arteriovenosa entre uma artéria cavernosa e o espaço sinusoidal. Isso leva a um fluxo sanguíneo arterial desregulado para os corpos cavernosos, sem o impedimento da drenagem venosa característico do priapismo isquêmico. Clinicamente, o pênis pode estar ereto, mas geralmente é menos rígido e menos doloroso do que no priapismo de baixo fluxo. O diagnóstico é confirmado por gasometria dos corpos cavernosos (que mostra sangue arterializado) e ultrassonografia Doppler peniana, que identifica a fístula. O tratamento do priapismo de alto fluxo difere significativamente do de baixo fluxo. Enquanto o priapismo isquêmico exige aspiração e injeção intracavernosa de agentes alfa-agonistas, o priapismo de alto fluxo é frequentemente tratado com embolização arterial superseletiva da fístula, que é um procedimento minimamente invasivo e altamente eficaz. A ligadura cirúrgica da fístula é uma alternativa em casos selecionados. Para residentes, é fundamental diferenciar os tipos de priapismo pela história, exame físico e exames complementares, pois o manejo inadequado pode levar a complicações graves, como disfunção erétil permanente.
O priapismo de baixo fluxo (isquêmico) é uma emergência urológica, caracterizado por diminuição do fluxo venoso e estase sanguínea, levando a hipóxia e dor. O priapismo de alto fluxo (não isquêmico) é causado por aumento do fluxo arterial, geralmente por fístula arteriovenosa pós-trauma, sem isquemia significativa e geralmente menos doloroso.
A causa mais comum de priapismo de alto fluxo é o trauma perineal ou peniano, que pode levar à formação de fístulas arteriovenosas entre as artérias cavernosas e os corpos cavernosos. Outras causas são raras e incluem iatrogenia ou malformações vasculares.
O tratamento do priapismo de alto fluxo é geralmente menos urgente que o de baixo fluxo, mas visa fechar a fístula arteriovenosa. A embolização arterial superseletiva é a abordagem de primeira linha, com altas taxas de sucesso. Em casos refratários ou quando a embolização não é possível, a ligadura arterial cirúrgica aberta pode ser considerada.
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