Síncope em Idosos: Avaliação de Risco e Conduta Inicial

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2023

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 66 anos, previamente portadora de hipertensão arterial sistêmica, apresentou um episódio de síncope enquanto estava no supermercado, em um ambiente abafado. Relata que tal quadro ocorreu após começar a andar carregando uma sacola pesada, com a paciente sentindo-se mal antes do quadro, com escurecimento visual, sem relato de dor torácica, palpitações, cefaleia, abalos corporais e liberação esfincteriana. Eletrocardiograma da admissão demonstra sinais de sobrecarga de câmaras esquerdas. Coletadas troponinas, sem alterações.Qual deve ser a próxima conduta?

Alternativas

  1. A) Internação hospitalar.
  2. B) Acompanhamento ambulatorial.
  3. C) Cateterismo cardíaco em até 24 horas.
  4. D) Holter de 24 horas.

Pérola Clínica

Síncope em idoso + cardiopatia (sobrecarga VE) + esforço → alto risco, internação para investigação.

Resumo-Chave

Pacientes idosos com síncope, especialmente na presença de cardiopatia estrutural (como sobrecarga de câmaras esquerdas, que pode indicar estenose aórtica) e desencadeada por esforço, apresentam alto risco de eventos adversos. A internação hospitalar é fundamental para uma investigação aprofundada e monitorização.

Contexto Educacional

A síncope é uma perda transitória da consciência e do tônus postural, de início rápido, curta duração e recuperação espontânea completa, causada por hipoperfusão cerebral global transitória. Em pacientes idosos, a síncope é um sintoma comum e pode estar associada a um risco aumentado de morbidade e mortalidade, especialmente quando há comorbidades cardíacas. A etiologia é multifatorial, incluindo causas cardiogênicas, reflexas e ortostáticas. A avaliação inicial de um paciente com síncope deve focar na estratificação de risco para identificar aqueles com maior probabilidade de eventos adversos graves. Fatores como idade avançada, presença de doença cardíaca estrutural (evidenciada por sobrecarga de câmaras esquerdas no ECG), síncope durante esforço e ausência de pródromos são indicativos de alto risco. A síncope cardiogênica, em particular, pode ser um sinal de alerta para condições como estenose aórtica grave, arritmias malignas ou cardiomiopatias. A conduta para pacientes de alto risco, como a descrita na questão, é a internação hospitalar para monitorização cardíaca contínua e investigação diagnóstica aprofundada. Isso inclui ecocardiograma para avaliar a função valvar e ventricular, Holter de 24 horas ou monitor de eventos para detectar arritmias, e, se necessário, testes eletrofisiológicos ou tilt test. O objetivo é identificar a causa subjacente e instituir o tratamento adequado para prevenir recorrências e eventos fatais.

Perguntas Frequentes

Quais fatores de risco indicam internação em casos de síncope?

Fatores de risco para internação incluem idade avançada, história de doença cardíaca estrutural (como sobrecarga de câmaras esquerdas), síncope durante esforço, achados anormais no ECG, história familiar de morte súbita e ausência de pródromos.

Por que a sobrecarga de câmaras esquerdas é relevante na síncope?

A sobrecarga de câmaras esquerdas pode indicar uma cardiopatia estrutural subjacente, como estenose aórtica ou cardiomiopatia hipertrófica, que são causas importantes de síncope cardiogênica, especialmente quando associada a esforço.

Qual a importância da investigação hospitalar na síncope de alto risco?

A investigação hospitalar permite monitorização contínua (telemetria), realização de exames complementares urgentes (ecocardiograma, Holter, testes eletrofisiológicos) e rápida intervenção em caso de arritmias ou outras condições de risco de vida.

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