UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015
Moradora de rua chega à Maternidade, em franco trabalho de parto, no curso da 38ª semana de gestação. Refere apenas uma consulta de pré-natal e não usou medicamentos durante a gestação. Teste rápido para Sífilis negativo e para HIV positivo. A criança nasceu com boa vitalidade, com Apgar 8 e 9, no 1º e 5º minuto, respectivamente, pesando 3.250g. Os cuidados imediatos que devem ser dados a esse recém-nascido são:
RN de mãe HIV+ sem pré-natal → banho precoce, AZT imediato, alojamento conjunto possível com precauções e não amamentar.
Em recém-nascidos de mães HIV positivas, especialmente sem pré-natal adequado, a profilaxia da transmissão vertical é crucial. Isso inclui banho com água e sabão para remover secreções potencialmente contaminadas, início imediato de AZT (zidovudina) profilático e contraindicação do aleitamento materno. O alojamento conjunto é permitido se houver condições de segurança e adesão da mãe às orientações.
A prevenção da transmissão vertical (TV) do HIV é um dos maiores sucessos da saúde pública, mas ainda representa um desafio significativo, especialmente em situações de pré-natal inadequado ou ausente. Quando uma gestante HIV positiva chega em trabalho de parto sem histórico completo de pré-natal ou uso de antirretrovirais, a atenção ao recém-nascido deve ser redobrada para minimizar o risco de infecção. Os cuidados imediatos ao recém-nascido exposto ao HIV são cruciais. O primeiro passo é a realização do banho com água e sabão logo após o nascimento, para remover o sangue e as secreções maternas que podem conter o vírus. Em seguida, a profilaxia antirretroviral com zidovudina (AZT) deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 4 horas de vida, e mantida por 4 a 6 semanas, dependendo do risco de transmissão. A via de administração (oral ou endovenosa) e a duração podem variar conforme o protocolo local e a avaliação do risco. É fundamental contraindicar o aleitamento materno, pois o HIV pode ser transmitido pelo leite. A criança deve ser alimentada exclusivamente com fórmula láctea. O alojamento conjunto é permitido e até incentivado, desde que a mãe esteja ciente e adira à não amamentação e outras orientações. A avaliação laboratorial do RN, incluindo hemograma e transaminases, é importante para monitorar possíveis efeitos adversos da medicação e para o acompanhamento da exposição. O encaminhamento para uma unidade neonatal de cuidados intermediários pode ser necessário em casos de instabilidade clínica do RN, mas não é uma conduta imediata padrão apenas pela exposição ao HIV.
Os cuidados imediatos incluem o banho com água e sabão para remover sangue e secreções, o início imediato da profilaxia antirretroviral com zidovudina (AZT) oral ou endovenosa, e a contraindicação absoluta do aleitamento materno, substituindo-o por fórmula láctea.
O banho precoce com água e sabão é recomendado para remover o sangue e as secreções maternas que podem estar aderidas à pele do recém-nascido, reduzindo o risco de exposição viral e, consequentemente, a chance de transmissão vertical do HIV.
Sim, o alojamento conjunto é permitido e incentivado, desde que a mãe esteja clinicamente estável, não haja contraindicação médica para o RN e a equipe de saúde garanta que a mãe compreende e adere à contraindicação do aleitamento materno, oferecendo suporte para a alimentação com fórmula.
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