FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Gestante portadora de HIV chega para realização do parto. Apresenta carga viral indetectável desde as 28 semanas de gestação e está em uso de terapia antirretroviral sem falha de tratamento. Assinale a alternativa que apresenta o cuidado que NÃO deve ser realizado, a fim de evitar a contaminação do recém-nascido.
HIV gestante com CV indetectável: NÃO aspirar vias aéreas do RN rotineiramente; clampear cordão imediato, banho precoce.
Em gestantes HIV positivas com carga viral indetectável, a aspiração de vias aéreas do recém-nascido não é recomendada rotineiramente, pois pode causar microlesões e aumentar o risco de transmissão viral. Outras medidas, como clampeamento imediato do cordão e banho precoce, são importantes.
A prevenção da transmissão vertical (TV) do HIV é um pilar fundamental no manejo da gestante soropositiva, visando reduzir a taxa de infecção do recém-nascido para menos de 1%. Isso é alcançado através de uma abordagem multifacetada que inclui o uso de terapia antirretroviral (TARV) durante a gestação, parto e para o recém-nascido, além de cuidados específicos no momento do parto e pós-parto. A manutenção de uma carga viral indetectável na gestante é o principal fator protetor. No contexto do parto, diversas medidas são adotadas para minimizar o risco de exposição do recém-nascido ao sangue e secreções maternas. O clampeamento imediato do cordão umbilical é recomendado para reduzir o tempo de contato com o sangue materno. O banho do recém-nascido deve ser realizado o mais precocemente possível para remover secreções potencialmente contaminadas antes da administração de outras medicações. Um ponto crucial e que representa um erro comum é a aspiração de vias aéreas do recém-nascido. Atualmente, a aspiração de vias aéreas não é recomendada de forma rotineira em recém-nascidos de mães HIV positivas, especialmente na ausência de mecônio ou outras indicações clínicas. Essa prática pode causar microlesões na mucosa do RN, facilitando a entrada do vírus e aumentando o risco de transmissão. O foco é minimizar qualquer procedimento invasivo desnecessário que possa comprometer a integridade das barreiras mucosas do bebê.
As principais medidas incluem o uso de terapia antirretroviral (TARV) durante a gestação, manutenção da carga viral indetectável, escolha da via de parto adequada e cuidados específicos com o recém-nascido.
A aspiração de vias aéreas não é recomendada rotineiramente porque pode causar microlesões na mucosa do recém-nascido, aumentando o risco de contato com o sangue materno e, consequentemente, a transmissão do HIV.
O clampeamento imediato do cordão umbilical minimiza a exposição do recém-nascido ao sangue materno residual, reduzindo o risco de transmissão viral.
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