HEETSHL - Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (PB) — Prova 2020
Leia as alternativas e em seguida marque a(s) que considerar CORRETAS. I - O uso de progesterona em pacientes com história prévia de Trabalho de Parto Prematuro espontâneo reduz o número de partos antes de 37 semanas, apesar do mecanismo de ação ainda ser incerto. II - A medida longitudinal do colo uterino entre 24 e 28 semanas mostrou-se inversamente proporcional ao risco de trabalho de parto prematuro (TPP), quando seu comprimento é menor que 25 mm. III - Os betamiméticos, em particular a ritodrina, mostraram-se mais efetivos no retardamento do trabalho de parto prematuro em relação à nifedipina, assim como possuem menos efeitos colaterais, sendo, portanto, as drogas de escolha. IV - O sulfato de magnésio está indicado para neuroproteção fetal em toda gestação que for interrompida entre 24 semanas e 31 semanas e 6 dias. V - A ultrassonografia com a medida do volume do líquido amniótico pela técnica do maior bolsão ou dos quatro quadrantes (ILA) constitui o melhor método para diagnóstico da amniorrexe prematura.
Progesterona e colo curto <25mm são preditores/preventivos TPP; Sulfato Mg para neuroproteção fetal 24-31s6d.
A progesterona é eficaz na redução do risco de Trabalho de Parto Prematuro (TPP) em pacientes com história prévia ou colo uterino curto. A medida do colo uterino é um importante preditor de TPP. O sulfato de magnésio é a droga de escolha para neuroproteção fetal em gestações interrompidas entre 24 semanas e 31 semanas e 6 dias, devido à sua capacidade de reduzir o risco de paralisia cerebral.
O Trabalho de Parto Prematuro (TPP) é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, sendo um desafio significativo na obstetrícia. A identificação de fatores de risco e a implementação de estratégias preventivas são cruciais. A progesterona tem se mostrado eficaz na redução do risco de TPP em populações selecionadas, como gestantes com história prévia de parto prematuro ou com colo uterino curto detectado por ultrassonografia. A medida do colo uterino, portanto, é uma ferramenta diagnóstica e preditiva valiosa. No manejo do TPP, a tocolise visa prolongar a gestação para permitir a administração de corticoesteroides para maturação pulmonar fetal e, quando indicado, sulfato de magnésio para neuroproteção. Os betamiméticos, embora eficazes, são menos preferíveis que a nifedipina devido ao seu perfil de efeitos colaterais. A neuroproteção fetal com sulfato de magnésio é uma intervenção comprovada que melhora os desfechos neurológicos em prematuros extremos. O diagnóstico de amniorrexe prematura, por sua vez, é primariamente clínico, com a ultrassonografia sendo útil para avaliar o volume de líquido amniótico, mas não como método diagnóstico principal.
A progesterona, administrada em pacientes com história prévia de TPP espontâneo ou com colo uterino curto, demonstrou reduzir significativamente o risco de partos antes de 37 semanas. Seu mecanismo de ação exato ainda é incerto, mas envolve a manutenção da quiescência uterina.
O sulfato de magnésio é indicado para neuroproteção fetal em gestações que serão interrompidas entre 24 semanas e 31 semanas e 6 dias. Sua administração reduz o risco de paralisia cerebral e outras morbidades neurológicas em recém-nascidos prematuros.
A medida longitudinal do colo uterino por ultrassonografia transvaginal, especialmente entre 24 e 28 semanas, é um forte preditor de TPP. Um comprimento menor que 25 mm está inversamente relacionado ao risco de TPP, indicando a necessidade de intervenções preventivas.
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