UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Paciente de 64 anos sofreu queda com fratura em cabeça de fêmur, sendo internada em hospital de referência, submetida a cirurgia com colocação de placa estabilizadora, e instituído analgesia pós-operatória e fisioterapia com estímulo respiratório, o nível de prevenção e a indicação da fisioterapia pós operatória no caso descrito é:
Fisioterapia pós-operatória em fratura de fêmur → Prevenção Terciária (reabilitação e redução de sequelas).
A prevenção terciária foca na reabilitação e na redução do impacto de uma doença ou condição já estabelecida, visando restaurar a funcionalidade e prevenir complicações. No caso, a fratura e a cirurgia já ocorreram, e a fisioterapia busca minimizar sequelas e otimizar a recuperação.
A compreensão dos níveis de prevenção em saúde é fundamental para a prática médica e para as provas de residência. A prevenção terciária, foco desta questão, é definida como o conjunto de ações que visam reduzir o impacto de uma doença ou condição já estabelecida, minimizando suas sequelas e promovendo a reabilitação do paciente. Isso inclui medidas como fisioterapia, terapia ocupacional e reabilitação cardíaca, entre outras. No contexto de uma fratura de fêmur e cirurgia, a fisioterapia pós-operatória se encaixa perfeitamente na prevenção terciária. O objetivo não é evitar a fratura (prevenção primária) nem diagnosticá-la precocemente (prevenção secundária), mas sim restaurar a funcionalidade do membro, prevenir complicações como trombose venosa profunda, pneumonia e atrofia muscular, e otimizar a recuperação do paciente. Para a prática clínica, é essencial que o médico saiba identificar em qual nível de prevenção cada intervenção se enquadra, a fim de planejar um cuidado integral e eficaz. Em provas, questões sobre os níveis de prevenção são comuns e exigem clareza conceitual para diferenciar as nuances entre primária, secundária e terciária.
Os níveis são primária (promoção da saúde e proteção específica), secundária (diagnóstico e tratamento precoce) e terciária (reabilitação e redução de sequelas).
Porque ela atua após a ocorrência da fratura e da cirurgia, visando restaurar a função, prevenir complicações e minimizar as sequelas da condição já estabelecida.
A reabilitação é crucial para restaurar a mobilidade, prevenir a perda de independência funcional, reduzir o risco de novas quedas e melhorar a qualidade de vida em idosos.
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