UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020
Paciente João, 65 anos, comparece à unidade básica de saúde para acompanhamento médico de rotina. Em consulta refere ser hipertenso e diabético há cerca de 10 anos, tem histórico de infarto agudo do miocárdio ocorrido há 1 anos e, desde então, não faz acompanhamento. O médico de família realizou seu escore de Framinghan e constatou que se trata de um paciente com risco cardíaco muito alto. Em relação à terapia com estatina, qual das alternativas abaixo apresenta a melhor recomendação para este paciente? Se tratando da justificativa para a terapia antiplaquetária, marque a alternativa correta.
Pós-IAM, terapia antiplaquetária (AAS) é essencial para prevenção secundária de eventos cardiovasculares.
Pacientes com histórico de infarto agudo do miocárdio (IAM) são considerados de muito alto risco cardiovascular. A terapia antiplaquetária, geralmente com ácido acetilsalicílico (AAS), é fundamental para a prevenção secundária de novos eventos, independentemente do tempo decorrido desde o evento inicial, a menos que haja contraindicação.
A prevenção secundária de eventos cardiovasculares é um pilar fundamental na prática clínica, especialmente em pacientes com histórico de infarto agudo do miocárdio (IAM). Estes pacientes são classificados como de muito alto risco, e a intervenção precoce e contínua é crucial para melhorar o prognóstico e reduzir a morbimortalidade. O manejo envolve uma abordagem multifacetada, incluindo controle rigoroso dos fatores de risco e terapia medicamentosa. A terapia antiplaquetária, com destaque para o ácido acetilsalicílico (AAS), é a base da prevenção secundária pós-IAM. O AAS atua inibindo a agregação plaquetária, reduzindo a formação de trombos e, consequentemente, o risco de novos eventos isquêmicos. A indicação é mantida por tempo indeterminado, a menos que haja contraindicações absolutas, como sangramento ativo ou alergia grave. A decisão de suspender ou modificar a terapia deve ser cuidadosamente avaliada pelo médico, considerando o balanço entre risco de sangramento e benefício cardiovascular. Além do AAS, o manejo de pacientes pós-IAM inclui otimização da terapia com estatinas de alta intensidade, inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), betabloqueadores e controle rigoroso da pressão arterial e glicemia. A educação do paciente sobre a importância da adesão ao tratamento e modificações do estilo de vida (dieta, exercícios, cessação do tabagismo) é igualmente vital para o sucesso da prevenção secundária.
Pacientes com histórico de eventos ateroscleróticos estabelecidos, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral isquêmico ou doença arterial periférica, têm indicação para terapia antiplaquetária.
Na prevenção secundária, o ácido acetilsalicílico (AAS) é geralmente mantido por tempo indeterminado, a menos que surjam contraindicações ou eventos adversos significativos, como sangramento.
Prevenção primária visa evitar o primeiro evento cardiovascular em indivíduos sem doença estabelecida, enquanto a prevenção secundária busca evitar a recorrência de eventos em pacientes que já tiveram um.
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