UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2020
Dona Maria tem 65 anos e chega à consulta com o seu médico de família, Dr. Aurélio. Muito nervosa e preocupada com seu filho João, de 38 anos, que mora com a esposa e dois filhos de 9 e 12 anos, no mesmo quintal. João é motorista de caminhão, mas está desempregado há seis meses. Desde então, ele tem bebido no bar todas as noites, o que tem causado, conflitos na família, com brigas diárias entre o casal. Dr. Aurélio se propõe a conversar com João para investigar o uso abusivo do álcool. Podemos classificar esta ação do Dr. Aurélio como prevenção:
Investigar uso abusivo de álcool em paciente com conflitos familiares é prevenção secundária: rastreio e diagnóstico precoce.
A prevenção secundária foca no diagnóstico e tratamento precoces de uma doença já instalada ou de um fator de risco, antes que cause danos maiores. No caso, o Dr. Aurélio está investigando o uso abusivo de álcool (um problema já presente) para evitar a progressão e as complicações associadas.
Os níveis de prevenção em saúde são conceitos fundamentais na Medicina de Família e Comunidade e na saúde pública, orientando as ações dos profissionais para promover a saúde e prevenir doenças. A prevenção primária atua antes que a doença ocorra, visando reduzir a incidência de novos casos (ex: vacinação, promoção de hábitos saudáveis). A prevenção secundária, por sua vez, foca na detecção precoce e no tratamento oportuno de doenças ou condições de risco já existentes, a fim de limitar sua progressão e evitar complicações (ex: rastreamento de câncer, controle de hipertensão). No caso apresentado, o Dr. Aurélio está agindo em prevenção secundária. O filho de Dona Maria já apresenta um comportamento de risco (uso abusivo de álcool, evidenciado pelos conflitos familiares) que pode ser classificado como um problema de saúde em potencial ou já instalado. Ao se propor a conversar com João para investigar o uso abusivo do álcool, o médico busca identificar e diagnosticar precocemente um problema para intervir antes que ele evolua para dependência ou cause danos mais graves à saúde e ao bem-estar familiar. Compreender e aplicar corretamente os níveis de prevenção é essencial para a prática médica, especialmente na atenção primária, onde a abordagem integral do paciente e da família permite identificar e intervir em diferentes estágios do processo saúde-doença. A prevenção terciária visa reabilitar e minimizar as sequelas de uma doença já estabelecida, enquanto a prevenção quaternária busca proteger os pacientes de intervenções médicas desnecessárias ou excessivas, que podem causar mais danos do que benefícios.
A prevenção primária atua antes do surgimento da doença ou do fator de risco, visando evitar sua ocorrência (ex: vacinação, educação em saúde). A prevenção secundária busca detectar e intervir precocemente em uma doença ou fator de risco já presente, para limitar seu impacto e progressão (ex: rastreamento, exames periódicos).
A investigação do uso de álcool se encaixa na prevenção secundária quando há suspeita ou evidência de uso abusivo (como os conflitos familiares mencionados), e o objetivo é diagnosticar o problema precocemente e intervir para evitar complicações maiores, como dependência ou danos à saúde e sociais.
Além da primária e secundária, existem a prevenção terciária, que visa reabilitar e minimizar as sequelas de uma doença já estabelecida, e a prevenção quaternária, que busca evitar a iatrogenia e a medicalização excessiva, protegendo os pacientes de intervenções desnecessárias ou prejudiciais.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo