Dislipidemia Pós-IAM: Escolha da Estatína de Alta Intensidade

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020

Enunciado

Homem de 63 anos de idade é atendido em consulta de retorno. Há antecedente de infarto do miocárdio há 2 meses, com realização de angiografia percutânea e colocação de stent em duas artérias coronarianas. Perfil lipídico realizado há 2 semanas: colesterol total: 232 mg/dL, LDL: 156 mg/dL, HDL: 39 mg/dL e triglicerídeos: 198 mg/dL. Hemograma, função renal, eletrólitos, enzimas hepáticas, glicemia, hormônios tireoidianos e creatinofosfoquinase: normais. Além de medidas dietéticas e exercício físico, a conduta de escolha é prescrever

Alternativas

  1. A) atorvastatina (10 mg/dia).
  2. B) bezafibrato (600 mg/dia).
  3. C) bezafibrato (600 mg/dia).
  4. D) pravastatina (20 mg/dia).
  5. E) rosuvastatina (20 mg/dia).

Pérola Clínica

Pós-IAM com LDL > 70 mg/dL → estatina de alta intensidade (Rosuvastatina 20-40mg ou Atorvastatina 40-80mg).

Resumo-Chave

Pacientes com doença aterosclerótica estabelecida, como pós-infarto agudo do miocárdio, são considerados de muito alto risco cardiovascular. Nesses casos, a meta de LDL-C é rigorosa (< 70 mg/dL, idealmente < 50 mg/dL), exigindo o uso de estatinas de alta intensidade, como rosuvastatina 20-40 mg ou atorvastatina 40-80 mg.

Contexto Educacional

Pacientes com antecedente de infarto agudo do miocárdio (IAM) e intervenção coronariana percutânea (ICP) são classificados como de muito alto risco cardiovascular. Nesses indivíduos, o controle agressivo da dislipidemia, especialmente a redução do colesterol LDL (LDL-C), é um pilar fundamental da prevenção secundária para evitar novos eventos cardiovasculares. As diretrizes atuais recomendam que pacientes pós-IAM atinjam metas rigorosas de LDL-C, geralmente abaixo de 70 mg/dL, e em alguns casos, abaixo de 50 mg/dL. Para alcançar essas metas, a terapia com estatinas de alta intensidade é a conduta de escolha. As estatinas de alta intensidade incluem a atorvastatina (em doses de 40 a 80 mg/dia) e a rosuvastatina (em doses de 20 a 40 mg/dia), que são capazes de reduzir o LDL-C em pelo menos 50% em comparação com o placebo. No caso apresentado, o paciente tem um LDL-C de 156 mg/dL, muito acima da meta. Portanto, a prescrição de rosuvastatina 20 mg/dia (uma estatina de alta intensidade) é a conduta mais apropriada para otimizar o perfil lipídico e reduzir o risco de eventos futuros, complementando as medidas de estilo de vida.

Perguntas Frequentes

Qual a meta de LDL-C para pacientes pós-infarto agudo do miocárdio?

A meta de LDL-C para pacientes pós-IAM é < 70 mg/dL, com algumas diretrizes mais recentes sugerindo < 50 mg/dL para pacientes de muito alto risco cardiovascular.

Quais estatinas são consideradas de alta intensidade e suas doses?

As estatinas de alta intensidade são a atorvastatina (40-80 mg/dia) e a rosuvastatina (20-40 mg/dia), capazes de reduzir o LDL-C em pelo menos 50% em comparação com o placebo.

Quando considerar a adição de outros hipolipemiantes após um IAM?

Se a meta de LDL-C não for atingida com a estatina de alta intensidade em dose máxima tolerada, deve-se considerar a adição de ezetimiba e, posteriormente, inibidores de PCSK9.

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