UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020
Paciente João, 65 anos, comparece à unidade básica de saúde para acompanhamento médico de rotina. Em consulta refere ser hipertenso e diabético há cerca de 10 anos, tem histórico de infarto agudo do miocárdio ocorrido há 1 anos e, desde então, não faz acompanhamento. O médico de família realizou seu escore de Framinghan e constatou que se trata de um paciente com risco cardíaco muito alto. Em relação à terapia com estatina, qual das alternativas abaixo apresenta a melhor recomendação para este paciente? Em relação à terapia com estatina, qual das alternativas abaixo apresenta a melhor recomendação para este paciente?
Risco Muito Alto (Pós-IAM) → Estatina Alta Intensidade → Meta LDL < 50 mg/dL.
Pacientes em prevenção secundária (pós-IAM) são de risco cardiovascular muito alto. A meta de LDL-c é agressiva (< 50 mg/dL) para reduzir a recorrência de eventos.
O manejo da dislipidemia pós-IAM é central na prevenção secundária. O benefício das estatinas envolve efeitos pleiotrópicos como a estabilização da placa aterosclerótica e redução da inflamação vascular. Evidências demonstram que 'quanto menor o LDL, melhor' para reduzir mortalidade. No caso de pacientes diabéticos e hipertensos com evento prévio, o risco é sinérgico. A terapia deve ser iniciada com doses potentes para atingir a meta de < 50 mg/dL rapidamente. Caso a meta não seja alcançada com a dose máxima tolerada de estatina, a associação com Ezetimiba é recomendada.
De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), pacientes com doença aterosclerótica estabelecida (prevenção secundária), como pós-IAM, são de 'Muito Alto Risco'. A meta recomendada de LDL-colesterol é < 50 mg/dL, além de uma redução de pelo menos 50% em relação ao valor basal.
Estatinas de alta intensidade reduzem o LDL-colesterol em média ≥ 50%. As principais opções são a Atorvastatina (40 a 80 mg/dia) e a Rosuvastatina (20 a 40 mg/dia). Elas são indicadas para todos os pacientes de risco muito alto, independentemente do nível basal de LDL.
Após o início ou ajuste da dose, o perfil lipídico deve ser reavaliado em 4 a 12 semanas (1 a 3 meses) para verificar se a meta foi atingida. Uma vez atingida a meta, o controle pode ser realizado anualmente. Deve-se monitorar clinicamente a ocorrência de mialgias.
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