UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
A Doença Cardiovascular (CV) aterosclerótica é, em termos proporcionais, a principal causa da mortalidade em países desenvolvidos e em muitos países em desenvolvimento como o Brasil. Nos últimos anos, ensaios clínicos randomizados e revisões sistemáticas vêm apontando avanços no potencial de prevenção dessas doenças. Em relação a prevenção das doenças cardiovasculares tem-se o seguinte:
Prevenção secundária CV: IECA/BRA reduzem eventos mesmo em normotensos com alto risco.
Em prevenção secundária de doença cardiovascular, fármacos como inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina demonstraram reduzir eventos cardiovasculares maiores, independentemente da presença de hipertensão arterial, devido aos seus efeitos pleiotrópicos e na remodelação cardíaca e vascular. Isso é crucial em pacientes com alto risco, como pós-infarto ou com insuficiência cardíaca.
A doença cardiovascular aterosclerótica representa a principal causa de morbimortalidade global, tornando a prevenção um pilar fundamental na medicina. A prevenção é dividida em primária, para indivíduos sem doença estabelecida, e secundária, para aqueles que já sofreram um evento e buscam evitar recorrências. O manejo do risco cardiovascular envolve a modificação de estilo de vida, como dieta saudável e atividade física, e o uso de intervenções farmacológicas. No contexto da prevenção secundária, ensaios clínicos randomizados demonstraram que certos fármacos anti-hipertensivos, como os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), são eficazes na redução de eventos cardiovasculares (infarto, AVC, morte) mesmo em pacientes que não apresentam hipertensão arterial. Seus benefícios vão além da simples redução da pressão, incluindo efeitos na remodelação ventricular, função endotelial e estabilização de placas ateroscleróticas. É crucial que residentes compreendam a importância de estratificar o risco cardiovascular e aplicar as diretrizes de prevenção, que muitas vezes incluem o uso de IECA/BRA, estatinas e antiagregantes plaquetários, para otimizar o prognóstico de pacientes com doença cardiovascular estabelecida. A terapia de reposição hormonal, por outro lado, não mostrou benefícios na prevenção CV e pode até aumentar riscos em certas populações.
Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são frequentemente utilizados na prevenção secundária cardiovascular, mesmo em pacientes normotensos, devido aos seus efeitos protetores além da redução da pressão arterial.
IECA e BRA atuam modulando o sistema renina-angiotensina-aldosterona, o que leva a efeitos benéficos na remodelação cardíaca, função endotelial e redução da progressão da aterosclerose, diminuindo o risco de eventos cardiovasculares maiores.
A prevenção primária visa evitar o primeiro evento cardiovascular em indivíduos sem doença estabelecida, enquanto a prevenção secundária busca reduzir a recorrência de eventos e a mortalidade em pacientes que já tiveram um evento cardiovascular.
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