Prevenção Secundária AVC Isquêmico: Guia Antiplaquetário

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024

Enunciado

Qual afirmação sobre a prevenção secundária do acidente vascular cerebral isquêmico não cardioembólico (AVC) é correta?

Alternativas

  1. A) O risco de AVC recorrente é menor quando o AVC (leve) ou ataque isquêmico transitório de alto risco é tratado com aspirina mais clopidogrel por até 90 dias, seguido de antiplaquetário único.
  2. B) A combinação a longo prazo de aspirina mais clopidogrel é superior à aspirina isoladamente na prevenção de AVC recorrente.
  3. C) Em comparação com a aspirina, a terapia crônica com varfarina ou novos anticoagulantes orais reduz o risco de AVC recorrente.
  4. D) A monoterapia com clopidogrel é superior à aspirina mais dipiridamol na prevenção secundária de acidente vascular cerebral não cardioembólico.
  5. E) A hipertensão não deve ser alvo de prevenção secundária após um AVC isquêmico, porque a pressão arterial elevada é necessária para manter a perfusão cerebral adequada.

Pérola Clínica

AVC leve/AIT alto risco → AAS + Clopidogrel (até 90d), depois monoterapia para prevenção secundária.

Resumo-Chave

A terapia antiplaquetária dupla com aspirina e clopidogrel é recomendada por um período limitado (até 90 dias) em pacientes com AVC isquêmico leve ou AIT de alto risco, devido ao maior benefício na redução do risco de AVC recorrente nesse período, com menor risco de sangramento em comparação com uso prolongado. Após esse período, a monoterapia é preferida.

Contexto Educacional

A prevenção secundária do acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico não cardioembólico é crucial para reduzir o risco de recorrência, que é mais alto nos primeiros dias e semanas após o evento inicial. As diretrizes atuais enfatizam a estratificação de risco e a escolha adequada da terapia antiplaquetária, além do controle rigoroso dos fatores de risco modificáveis. Entender essas estratégias é vital para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência. A fisiopatologia do AVC isquêmico não cardioembólico frequentemente envolve aterosclerose de grandes ou pequenos vasos, ou outras causas não cardíacas. A terapia antiplaquetária visa inibir a formação de trombos. Para pacientes com AVC isquêmico leve ou ataque isquêmico transitório (AIT) de alto risco, a combinação de aspirina e clopidogrel por até 90 dias demonstrou ser superior à monoterapia na redução do risco de AVC recorrente, sem aumento significativo de sangramentos graves nesse período. Após 90 dias, a monoterapia é geralmente preferida devido ao aumento do risco de sangramento com a terapia dupla prolongada. O tratamento e prognóstico do AVC isquêmico dependem de uma abordagem multifacetada. Além da terapia antiplaquetária, o controle agressivo da hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes mellitus é fundamental. A hipertensão, em particular, é um dos fatores de risco mais importantes e seu manejo adequado é essencial para manter a perfusão cerebral e prevenir novos eventos. A escolha de anticoagulantes orais (varfarina ou novos anticoagulantes) é reservada para AVC de etiologia cardioembólica, não sendo indicada para AVC isquêmico não cardioembólico em comparação com antiplaquetários.

Perguntas Frequentes

Qual a principal estratégia antiplaquetária na prevenção secundária de AVC isquêmico não cardioembólico?

A principal estratégia envolve o uso de aspirina isolada ou, em casos específicos de AVC leve ou AIT de alto risco, a combinação de aspirina e clopidogrel por um período limitado (até 90 dias), seguida de monoterapia.

Por que a terapia antiplaquetária dupla (aspirina e clopidogrel) não é usada a longo prazo na prevenção secundária de AVC não cardioembólico?

O uso prolongado da terapia antiplaquetária dupla aumenta significativamente o risco de sangramento, superando o benefício adicional na prevenção de AVC recorrente após os primeiros 90 dias em pacientes com AVC leve ou AIT de alto risco.

Qual o papel do controle da hipertensão na prevenção secundária de AVC?

O controle rigoroso da hipertensão arterial é fundamental na prevenção secundária de AVC isquêmico, pois a pressão arterial elevada é um dos principais fatores de risco modificáveis para recorrência.

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