UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Mulher, 42a, comparece em consulta de rotina em Unidade Básica de Saúde com queixa de edema de membros inferiores. Antecedentes: tabagista ativa; uso regular de anticoncepcional oral combinado; tireoidectomia por câncer há um ano; trombose na perna direita, tratada corretamente. Durante a consulta, foi orientada outra forma de contracepção e a participar do programa antitabagismo. O CONCEITO ATRIBUÍDO A ESTAS CONDUTAS É:
Mulher com múltiplos fatores de risco para trombose (tabagismo, ACO, câncer, trombose prévia) → Necessidade de intervenção para redução de risco.
A paciente apresenta uma combinação de fatores de risco significativos para eventos trombóticos. A orientação para mudança de método contraceptivo (ACO é contraindicado em pacientes com histórico de trombose e tabagismo) e a participação em programa antitabagismo são intervenções cruciais para a prevenção secundária e primária de novos eventos.
A prevenção de eventos trombóticos é um pilar fundamental na atenção primária à saúde, especialmente em pacientes com múltiplos fatores de risco. A identificação precoce e a intervenção sobre esses fatores podem mudar o curso da doença e prevenir complicações graves. O médico deve estar atento a comorbidades e hábitos de vida que aumentam o risco. A fisiopatologia da trombose envolve a tríade de Virchow (lesão endotelial, estase sanguínea e hipercoagulabilidade). No caso da paciente, o tabagismo e o uso de anticoncepcional oral combinado contribuem para a hipercoagulabilidade e lesão endotelial, enquanto o histórico de câncer e trombose prévia aumentam ainda mais o risco. O diagnóstico de risco é clínico, baseado na anamnese e nos antecedentes. O tratamento e a prevenção secundária envolvem a modificação de fatores de risco. A suspensão do anticoncepcional oral combinado e a adesão a um programa de cessação do tabagismo são condutas essenciais. A escolha de um método contraceptivo alternativo seguro e a educação do paciente sobre os riscos são cruciais para um bom prognóstico.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, imobilização prolongada, cirurgias, câncer, gravidez, uso de anticoncepcionais orais combinados, tabagismo, obesidade e histórico prévio de trombose.
O uso de anticoncepcionais orais combinados aumenta o risco de trombose, e esse risco é potencializado pelo tabagismo e pelo histórico prévio de eventos trombóticos, tornando a combinação uma contraindicação absoluta.
A cessação do tabagismo é uma das intervenções mais eficazes para reduzir o risco de doenças cardiovasculares, incluindo infarto do miocárdio, AVC e trombose, melhorando significativamente o prognóstico do paciente.
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