INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Paciente de 54 anos, sexo feminino, foi internada para investigação diagnóstica, por apresentar quadro de mal-estar e alucinações. Durante a internação, apresentou quadro de tontura e lipotimia. A paciente é hipertensa e faz uso de losartana 50 mg, duas vezes ao dia, nimodipino 30 mg, 3 vezes ao dia, devido a isquemia cerebral, e propatilnitrato 10 mg, 3 vezes ao dia, devido a angina estável. As anotações de enfermagem mostram que a paciente apresenta vários episódios de hipotensão ao longo do dia.Que medidas deverão ser tomadas para prevenção da queda?
Paciente idoso com polifarmácia e hipotensão → revisar e ajustar medicamentos para prevenir quedas.
A paciente apresenta múltiplos fatores de risco para quedas, incluindo idade, polifarmácia com medicamentos vasodilatadores e anti-hipertensivos (losartana, nimodipino, propatilnitrato), e episódios recorrentes de hipotensão, tontura e lipotimia. A medida mais eficaz e prioritária para prevenção de quedas é a revisão e ajuste da terapia medicamentosa para minimizar a hipotensão.
A prevenção de quedas em pacientes idosos, especialmente em ambiente hospitalar, é um pilar fundamental da segurança do paciente. Quedas podem resultar em lesões graves, como fraturas, traumatismos cranianos, e levar a um declínio funcional significativo, perda de independência e aumento da mortalidade. A identificação e manejo dos fatores de risco são essenciais para uma abordagem eficaz. Entre os múltiplos fatores de risco, a polifarmácia e a hipotensão medicamentosa destacam-se. Pacientes idosos frequentemente utilizam diversos medicamentos para condições crônicas, e a interação entre esses fármacos, ou seus efeitos adversos isolados, podem precipitar hipotensão ortostática, tontura, lipotimia e alterações do estado mental, que são precursores de quedas. Medicamentos como anti-hipertensivos (inibidores da ECA, bloqueadores de receptor de angiotensina, bloqueadores de canal de cálcio, nitratos), diuréticos, sedativos e psicotrópicos devem ser avaliados criteriosamente. A conduta adequada para prevenir quedas em um paciente com hipotensão medicamentosa é, primariamente, o ajuste da terapia farmacológica. Isso envolve a revisão de todos os medicamentos em uso, a identificação dos que podem estar contribuindo para a hipotensão, e a tentativa de reduzir suas doses ou descontinuá-los, se clinicamente apropriado. Medidas não farmacológicas, como auxílio na deambulação, ambiente seguro e orientação ao paciente, são complementares, mas não substituem a correção da causa subjacente. A contenção física ou química deve ser evitada sempre que possível, sendo reservada para situações extremas e por tempo limitado, devido aos seus próprios riscos.
Os fatores de risco incluem idade avançada, histórico de quedas, distúrbios de marcha e equilíbrio, fraqueza muscular, déficits cognitivos, uso de múltiplos medicamentos (polifarmácia), especialmente aqueles que causam hipotensão ou sedação, e condições médicas agudas ou crônicas.
A polifarmácia, especialmente o uso concomitante de anti-hipertensivos, vasodilatadores, sedativos e psicotrópicos, pode levar a interações medicamentosas e efeitos adversos como hipotensão ortostática, tontura, sonolência e confusão mental, aumentando significativamente o risco de quedas.
A medida mais importante é a revisão e ajuste da medicação, buscando reduzir doses ou descontinuar fármacos desnecessários que contribuem para a hipotensão. Outras medidas incluem hidratação adequada, elevação gradual da cabeceira do leito, uso de meias de compressão e fisioterapia para fortalecimento e equilíbrio.
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