HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2019
Durante consulta clínica na Unidade Básica de Saúde, uma mulher com 86 anos de idade está sendo acompanhada por sua filha, que externa preocupação com o risco da ocorrência de acidentes domésticos que envolvam a sua genitora. A filha informa que sua mãe vem apresentando declínio progressivo de várias de suas funções cognitivas, tendo recebido o diagnóstico, há cerca de um ano, de doença de Alzheimer. Ultimamente, relata a filha, a mãe vem esquecendo o fogão aceso, deixando o gás do banheiro ligado e cometendo outros esquecimentos. Menciona ainda o problema de quedas frequentes, tendo sido a paciente classificada como “idosa frágil”, portadora de significativa sarcopenia. A filha acrescenta que a família está preocupada, buscando auxílio no sentido de obter orientações quanto às medidas que devem ser tomadas para a prevenção de acidentes domésticos e de proteção à paciente. Entre as intervenções voltadas ao controle de fatores extrínsecos relacionados à ocorrência de quedas dessa paciente idosa, a recomendação mais efetiva é:
Idosos frágeis com declínio cognitivo → remover tapetes soltos e obstáculos é medida essencial para prevenir quedas.
A prevenção de quedas em idosos frágeis e com declínio cognitivo, como na Doença de Alzheimer, exige a modificação de fatores extrínsecos no ambiente doméstico. A remoção de tapetes soltos e outros obstáculos é uma das intervenções mais eficazes para reduzir o risco de tropeços e quedas.
A prevenção de quedas em idosos é uma prioridade na geriatria, especialmente em pacientes com condições como a Doença de Alzheimer, fragilidade e sarcopenia, que aumentam exponencialmente o risco. As quedas são um evento sentinela, frequentemente associadas a morbidade significativa, perda de autonomia e mortalidade. Os fatores de risco para quedas são classificados em intrínsecos (relacionados ao indivíduo, como declínio cognitivo, fraqueza muscular, distúrbios de equilíbrio, polifarmácia) e extrínsecos (relacionados ao ambiente). Em pacientes com Doença de Alzheimer, o declínio cognitivo compromete a percepção de risco e a capacidade de reagir a obstáculos, tornando as modificações ambientais ainda mais críticas. Entre as intervenções para controle de fatores extrínsecos, a remoção de tapetes soltos é uma das mais efetivas. Tapetes, especialmente os de tecido e sem fixação, são frequentes causas de tropeços e quedas. Outras medidas incluem garantir boa iluminação, instalar barras de apoio, usar calçados adequados (fechados e com solado antiderrapante) e ajustar a altura de móveis para facilitar o sentar e levantar. A abordagem deve ser multifatorial e individualizada, envolvendo a família e cuidadores.
Fatores intrínsecos incluem idade avançada, sarcopenia, distúrbios de marcha e equilíbrio, declínio cognitivo, polifarmácia, hipotensão postural, deficiências visuais e doenças crônicas como Parkinson ou osteoartrite.
Outras modificações incluem boa iluminação, instalação de barras de apoio em banheiros e corredores, uso de pisos antiderrapantes, remoção de fios soltos, organização de móveis para facilitar a circulação e uso de calçados adequados e fechados.
A sarcopenia (perda de massa e força muscular) e a fragilidade (síndrome de vulnerabilidade) reduzem a capacidade do idoso de manter o equilíbrio, reagir a desequilíbrios e se recuperar de tropeços, aumentando significativamente o risco de quedas e suas consequências.
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