INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2016
Durante consulta clínica na Unidade Básica de Saúde, uma mulher com 86 anos de idade está sendo acompanhada por sua filha, que externa preocupação com o risco da ocorrência de acidentes domésticos que envolvam a sua genitora. A filha informa que sua mãe vem apresentando declínio progressivo de várias de suas funções cognitivas, tendo recebido o diagnóstico, há cerca de um ano, de doença de Alzheimer. Ultimamente, relata a filha, a mãe vem esquecendo o fogão aceso, deixando o gás do banheiro ligado e cometendo outros esquecimentos. Menciona ainda o problema de quedas frequentes, tendo sido a paciente classificada como “idosa frágil”, portadora de significativa sarcopenia. A filha acrescenta que a família está preocupada, buscando auxílio no sentido de obter orientações quanto às medidas que devem ser tomadas para a prevenção de acidentes domésticos e de proteção à paciente. Entre as intervenções voltadas ao controle de fatores extrínsecos relacionados à ocorrência de quedas dessa paciente idosa, a recomendação mais efetiva é:
Prevenção de quedas → Modificar fatores extrínsecos (ex: remover tapetes soltos) + Manter mobilidade.
Intervenções ambientais são prioritárias para idosos frágeis com declínio cognitivo, visando reduzir riscos sem restringir a mobilidade necessária para combater a sarcopenia.
A queda no idoso é um evento sentinela que frequentemente marca o início do declínio funcional e aumento da mortalidade. Em pacientes com Doença de Alzheimer e sarcopenia, o risco é multiplicado pela desorientação espacial e fraqueza muscular. A abordagem deve ser multifatorial, agindo nos fatores intrínsecos (revisão de polifarmácia, correção visual) e extrínsecos. A remoção de tapetes soltos é uma das recomendações de segurança domiciliar mais simples e efetivas, pois elimina um dos principais obstáculos que causam tropeços em ambientes internos.
Fatores extrínsecos são riscos ambientais que facilitam acidentes. Os principais incluem iluminação insuficiente, tapetes soltos ou de tecido, ausência de barras de apoio em banheiros, pisos escorregadios, calçados inadequados (como chinelos ou solados de couro sem aderência) e obstáculos no caminho (fios, móveis baixos).
A restrição de atividades físicas leva ao desuso muscular, acelerando a sarcopenia e a perda de equilíbrio. O exercício físico supervisionado é, na verdade, uma das intervenções mais eficazes para prevenir quedas, pois melhora a força muscular e a propriocepção, mesmo em pacientes com Alzheimer.
O calçado ideal deve ser fechado (com contraforte rígido), ter solado de borracha antiderrapante e estar bem ajustado ao pé (preferencialmente com velcro ou cadarço). Solados de couro são perigosos por serem muito escorregadios, e calçados abertos não oferecem estabilidade lateral.
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