Prevenção de Quedas e Exercícios Multicomponentes no Idoso

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2026

Enunciado

Homem de 78 anos, viúvo há 2 anos, reside sozinho, tem hipertensão, diabetes, osteoartrite sintomática em ambos os joelhos e hiperplasia prostática benigna. Na consulta de retorno, relata episódio de queda em casa há um mês. A queda ocorreu sem perda de consciência, ao se levantar rapidamente do sofá, resultando em contusões leves, sem fraturas. Queixa-se também de “tontura” ocasional, principalmente ao mudar de postura, e dor nos joelhos que limita sua capacidade de realizar caminhadas mais longas, impactando suas atividades sociais. Medicações em uso: • Losartana (50 mg/dia); • Clortalidona (25 mg/dia); • Glibenclamida (10 mg/dia); • Metformina (2.550 mg/dia); • Doxazosina (4 mg à noite); • Diclofenaco (50 mg, 1 cp/dia, utilizado de forma intermitente “quando a dor aperta”). Ao exame físico: • Pressão arterial: 132x78 mmHg (sentado), 110x68 mmHg (em pé, após 1 minuto); • Frequência cardíaca: 72 bpm; • IMC: 28 kg/m²; • Teste Timed Up and Go: realizado em 15 segundos, com alguma dificuldade para se levantar da cadeira. Exames séricos atuais: • HbA1c: 7,0%; • Creatinina: 1,3 mg/dL (clearance: 55 mL/min/1.73m²). Caderneta de vacinação: registros da infância e algumas doses de reforço da vacina dupla adulto (dT), porém desatualizada. Considerando o cenário clínico apresentado e as diretrizes mais recentes para a promoção do envelhecimento saudável e prevenção de complicações na atenção primária à saúde, a melhor conduta é:

Alternativas

  1. A) Aplicar o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) como rastreio de rotina para déficit cognitivo, considerando a idade do paciente e o relato de queda, para detectar precocemente uma possível síndrome demencial.
  2. B) Aplicar a vacina de herpes-zóster com vírus vivo atenuado, o reforço da dT e administrar a vacina pneumocócica 23-valente para ampliar a cobertura vacinal do paciente.
  3. C) Adicionar um inibidor da SGLT2 para otimizar o controle glicêmico e nefroproteção, intensificar a terapia anti-hipertensiva para atingir uma meta de PA < 120x70 mmHg, visando maior proteção cardiovascular.
  4. D) Encaminhar o paciente para um programa de exercícios físicos multicomponentes, com foco em fortalecimento muscular, equilíbrio e treino de marcha, como estratégia primária para a prevenção de futuras quedas e melhora da capacidade funcional.
  5. E) Iniciar a desprescrição da glibenclamida, substituindo-a por glimepirida, reavaliar a necessidade da doxazosina, devido ao risco de hipotensão, e solicitar exames complementares para investigação de tontura e arritmias.

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