FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Em relação ao protocolo de mamografia, o INCA/MS traz as seguintes diretrizes: ""A mamografia de rastreamento - exame de rotina em mulheres sem sinais e sintomas de câncer de mama - é recomendada na faixa etária de 50 a 69 anos, a cada dois anos. Fora dessa faixa etária e dessa periodicidade, os riscos aumentam e existe maior incerteza sobre benefícios. O Ministério da Saúde recomenda contra o rastreamento com mamografia em mulheres com menos de 50 anos (recomendação contrária forte: os possíveis danos claramente superam os possíveis benefícios). Embasado nestas diretrizes, responda a seguinte questão: Quando se faz rastreamento com mamografia em massa, indiscriminado para câncer de mama, e quando não se faz o rastreamento recomendado, com mamografia bianual em mulheres de 50 a 69 anos, que níveis de prevenção não estão sendo levados em conta pelos serviços de atendimento à saúde da mulher?
Rastreamento mamográfico: 50-69 anos, bianual (Prevenção Secundária). Rastreamento indiscriminado = Prevenção Quaternária.
O rastreamento mamográfico recomendado pelo INCA/MS (50-69 anos, bianual) é uma medida de Prevenção Secundária, visando o diagnóstico precoce. Realizar rastreamento fora dessa faixa etária ou periodicidade, onde os danos superam os benefícios, ou não seguir as diretrizes, configura falha na Prevenção Quaternária (evitar iatrogenia) e na Prevenção Secundária, respectivamente.
As diretrizes para o rastreamento do câncer de mama são um tópico crucial na saúde da mulher e na medicina preventiva, especialmente para residentes e estudantes. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) e o Ministério da Saúde (MS) no Brasil estabelecem recomendações claras para a mamografia de rastreamento, visando maximizar os benefícios e minimizar os danos. A Prevenção Secundária foca no diagnóstico precoce e tratamento oportuno de doenças em indivíduos assintomáticos. No contexto do câncer de mama, a mamografia de rastreamento recomendada para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos, se enquadra perfeitamente nesse nível de prevenção. O objetivo é identificar lesões malignas em estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz e as chances de cura são maiores. A Prevenção Quaternária, por sua vez, é um conceito mais recente e igualmente importante, que busca proteger os indivíduos de intervenções médicas desnecessárias ou excessivas que possam causar mais danos do que benefícios. Realizar mamografias de rastreamento em mulheres com menos de 50 anos, sem indicação clínica, ou com periodicidade inadequada, pode levar a superdiagnóstico, falso-positivos, ansiedade, biópsias desnecessárias e exposição à radiação, configurando uma falha na Prevenção Quaternária. Portanto, seguir as diretrizes é essencial para uma prática médica baseada em evidências e centrada no bem-estar do paciente.
A Prevenção Secundária refere-se ao rastreamento e diagnóstico precoce de doenças em indivíduos assintomáticos. No caso da mamografia, é a realização do exame em mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos, para detectar o câncer de mama em fases iniciais.
A Prevenção Quaternária visa evitar ou minimizar os danos decorrentes de intervenções médicas desnecessárias ou excessivas. No contexto da mamografia, o rastreamento indiscriminado em mulheres jovens, onde os riscos superam os benefícios, é um exemplo de falha na prevenção quaternária, levando a superdiagnóstico, biópsias desnecessárias e ansiedade.
Os riscos incluem superdiagnóstico (detecção de cânceres que nunca causariam problemas), falso-positivos (levando a biópsias e ansiedade desnecessárias), exposição à radiação e custos elevados. Por isso, as diretrizes recomendam o rastreamento apenas para faixas etárias e periodicidades com comprovado benefício.
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