SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Uma mulher com 62 anos de idade comparece à unidade básica de saúde, pois tem apresentado piora de um quadro de dispneia ao se esforçar. Relata acompanhar estas comorbidades com especialistas: um quadro de insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida, hipertensão e diabetes melito tipo II Apesar do uso de diversas medicações, seus exames recentes apontam que sua hemoglobina glicosilada está 8,2%. Nesse caso hipotético, considerando a prevenção quaternária e os efeitos deletérios da polifarmácia, assinale a alternativa que apresenta a medicação que deve ser suspensa.
Pioglitazona em ICFEr: ↑ retenção hídrica, piora IC. Suspender para prevenção quaternária e polifarmácia.
A pioglitazona, uma tiazolidinediona, é conhecida por causar retenção hídrica e pode precipitar ou agravar a insuficiência cardíaca, sendo contraindicada em pacientes com IC sintomática. Em um cenário de polifarmácia e prevenção quaternária, suspender medicamentos com potencial de dano, especialmente quando há alternativas mais seguras e eficazes, é a conduta mais apropriada.
A prevenção quaternária é um conceito crescente na medicina, especialmente no contexto do envelhecimento populacional e da polifarmácia. Ela se concentra em proteger os pacientes de intervenções médicas excessivas ou desnecessárias que podem causar mais danos do que benefícios. Em pacientes idosos com múltiplas comorbidades, a revisão da farmacoterapia é crucial para evitar interações medicamentosas, efeitos adversos e a cascata de prescrições. No caso de pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e insuficiência cardíaca, a escolha dos antidiabéticos orais deve ser criteriosa. A pioglitazona, uma tiazolidinediona, é conhecida por causar retenção hídrica e pode precipitar ou agravar a insuficiência cardíaca, sendo contraindicada em pacientes com IC sintomática. Em contraste, os inibidores do SGLT2 (como empagliflozina e dapagliflozina) demonstraram benefícios cardiovasculares significativos, incluindo redução de hospitalizações por IC e mortalidade, tornando-os a escolha preferencial nessa população. Considerando a prevenção quaternária e os efeitos deletérios da polifarmácia, a suspensão de medicamentos como a pioglitazona, que podem agravar uma condição de alto risco como a insuficiência cardíaca, é uma medida prudente e alinhada com as melhores práticas clínicas. A avaliação contínua da relação risco-benefício de cada medicamento é essencial para otimizar o tratamento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Prevenção quaternária é o conjunto de ações para identificar um paciente em risco de iatrogenia por intervenções médicas excessivas ou desnecessárias, protegendo-o de novas intervenções e propondo intervenções eticamente aceitáveis. Na polifarmácia em idosos, ela se aplica na revisão e desprescrição de medicamentos que podem causar mais danos do que benefícios.
A pioglitazona, uma tiazolidinediona, pode causar retenção de líquidos e edema, o que pode levar à descompensação ou agravamento da insuficiência cardíaca. Por isso, é contraindicada em pacientes com insuficiência cardíaca sintomática ou de classe III/IV.
Em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e insuficiência cardíaca, especialmente com fração de ejeção reduzida, os inibidores do SGLT2 (como empagliflozina e dapagliflozina) são preferidos, pois demonstraram reduzir hospitalizações por IC e mortalidade cardiovascular.
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