HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Em uma Unidade de Saúde da Família do bairro Bela Vista em São Paulo, Dra Patrícia recusou-se a prescrever medicamento antiparasitário que havia sido solicitado pela mãe de uma criança de 7 anos de classe econômica média, assintomática. Esta conduta está alinhada com qual nível de prevenção?
Recusa de tratamento desnecessário em assintomáticos → Prevenção Quaternária, evitando iatrogenia.
A prevenção quaternária visa proteger os indivíduos de intervenções médicas desnecessárias ou excessivas que possam causar danos. A recusa em prescrever um medicamento sem indicação clínica clara para uma criança assintomática é um exemplo clássico dessa abordagem, focando na não-maleficência.
A prevenção quaternária é um conceito relativamente recente na saúde pública, que visa proteger os indivíduos de intervenções médicas que podem ser desnecessárias ou excessivas, causando mais danos do que benefícios. Sua importância tem crescido com o avanço tecnológico e a tendência à medicalização da vida, sendo crucial para a prática médica contemporânea. O objetivo principal é evitar a iatrogenia, ou seja, qualquer dano ou complicação resultante de uma intervenção médica. Isso inclui desde a prescrição inadequada de medicamentos, como no caso de antiparasitários para crianças assintomáticas, até a realização de exames e procedimentos invasivos sem clara indicação, protegendo o paciente de diagnósticos e tratamentos excessivos. Para residentes, compreender a prevenção quaternária é fundamental para desenvolver um raciocínio clínico crítico, promover o uso racional de recursos e medicamentos, e praticar uma medicina mais centrada no paciente, evitando o sobretratamento e focando na promoção da saúde e bem-estar de forma integral.
A prevenção quaternária busca proteger os pacientes de intervenções médicas excessivas ou desnecessárias que podem causar danos, focando na não-maleficência e no uso racional dos recursos de saúde.
A prevenção primária visa evitar o surgimento da doença, a secundária foca na detecção e tratamento precoce, enquanto a quaternária atua na prevenção de danos decorrentes da própria ação médica.
A medicalização excessiva pode levar a efeitos adversos de medicamentos, exames desnecessários, ansiedade no paciente e sobrecarga do sistema de saúde, desviando o foco de abordagens mais holísticas.
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