FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024
De acordo com as evidências científicas atuais, quando o médico ou médica que atua na Atenção Primária prescreve hipoglicemiante em pessoas com baixo risco cardiovascular; receita ácido acetilsalicílico como prevenção primária sem ponderar riscos e benefícios de hemorragia de trato digestivo em pessoas com risco cardiovascular; solicita uma série de exames complementares desnecessários com a finalidade de emitir atestado de liberação para atividade física em pessoas assintomáticas e com exame físico sem alterações significativas; e quando não inicia tratamento medicamentoso (ácido acetilsalicílico e estatina) imediato naquelas pessoas com doença cardiovascular estabelecida, quais os níveis de prevenção que não estão sendo levados em conta na prática clínica?
Prevenção Quaternária → evitar iatrogenia; Prevenção Secundária → rastreamento/tratamento precoce.
A prevenção quaternária visa proteger o paciente de intervenções médicas desnecessárias ou excessivas (iatrogenia), enquanto a prevenção secundária foca no diagnóstico e tratamento precoce de doenças já estabelecidas ou em risco.
Os níveis de prevenção em saúde são conceitos fundamentais para a prática médica e a saúde pública, orientando as ações de promoção da saúde, proteção específica, diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação. Compreender esses níveis é crucial para uma abordagem holística e eficaz do paciente. A questão aborda falhas em dois níveis específicos. A Prevenção Quaternária foca em evitar a iatrogenia e a sobremedicalização, protegendo os pacientes de intervenções médicas desnecessárias ou excessivas. Prescrever hipoglicemiantes para baixo risco cardiovascular, AAS para prevenção primária sem ponderar riscos/benefícios e solicitar exames desnecessários para atestado são exemplos de falhas neste nível, pois expõem o paciente a riscos sem benefício claro. A Prevenção Secundária visa o diagnóstico e tratamento precoce de doenças já estabelecidas ou em fase inicial, para evitar sua progressão e complicações. A falha em iniciar tratamento medicamentoso (AAS e estatina) em pessoas com doença cardiovascular estabelecida é um exemplo de falha na Prevenção Secundária, pois perde-se a oportunidade de intervir precocemente para melhorar o prognóstico e prevenir eventos futuros.
A Prevenção Quaternária visa identificar indivíduos em risco de iatrogenia ou sobremedicalização e protegê-los de intervenções médicas desnecessárias ou excessivas. É importante para evitar danos causados pelo próprio sistema de saúde.
A falha em iniciar tratamento medicamentoso imediato (ácido acetilsalicílico e estatina) em pessoas com doença cardiovascular estabelecida é um exemplo de falha na Prevenção Secundária, que busca o tratamento precoce para evitar progressão da doença.
A solicitação de exames complementares desnecessários em pessoas assintomáticas e sem alterações no exame físico, com a finalidade de emitir atestado, é um exemplo de sobremedicalização e iatrogenia potencial, caracterizando uma falha na Prevenção Quaternária.
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