PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2021
Em relação aos tipos de prevenção podemos afirmar que:
Prevenção quaternária → proteger pacientes de sobremedicalização e iatrogenia.
A prevenção quaternária é um conceito mais recente que visa identificar e proteger indivíduos do risco de intervenções médicas excessivas ou desnecessárias, que podem levar a danos (iatrogenia) ou sobrecarga do sistema de saúde, promovendo uma medicina mais ética e centrada no paciente.
Os níveis de prevenção em saúde são conceitos fundamentais na medicina preventiva e saúde coletiva, tradicionalmente divididos em primária (evitar o surgimento da doença), secundária (detecção precoce e tratamento) e terciária (reabilitação e minimização de sequelas). No entanto, um conceito mais recente e cada vez mais relevante é o de prevenção quaternária. A prevenção quaternária surge da necessidade de proteger os indivíduos do risco de sobremedicalização, ou seja, de serem submetidos a intervenções médicas excessivas, desnecessárias ou potencialmente prejudiciais. Seu objetivo é identificar pacientes ou populações em risco de iatrogenia e oferecer-lhes procedimentos eticamente aceitáveis, garantindo que o cuidado seja apropriado e benéfico. Na prática clínica, a prevenção quaternária implica uma reflexão crítica sobre a indicação de exames, tratamentos e procedimentos, buscando um equilíbrio entre a intervenção e a não-intervenção. É um pilar da medicina baseada em valor e da tomada de decisão compartilhada, visando a segurança do paciente e a sustentabilidade dos sistemas de saúde, evitando danos causados pelo excesso de zelo médico.
A prevenção quaternária foca em evitar a sobremedicalização e a iatrogenia, protegendo o paciente de intervenções médicas desnecessárias, enquanto os outros níveis atuam na prevenção da doença (primária), detecção precoce (secundária) e reabilitação (terciária).
A sobremedicalização pode levar a exames e tratamentos desnecessários, efeitos adversos de medicamentos, procedimentos invasivos sem benefício claro, aumento de custos e ansiedade nos pacientes, além de iatrogenia.
Aplica-se ao questionar a necessidade real de exames e tratamentos, considerar os riscos e benefícios de cada intervenção, promover a tomada de decisão compartilhada e evitar o excesso de diagnósticos e condutas.
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