SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2019
Determinado paciente de 32 anos de idade, advogado, refere que iniciou a prática de treinamento resistido com enfoque em hipertrofia muscular há cerca de 10 anos, assim como corrida de 30 minutos cinco vezes por semana, associados ao uso de suplementação nutricional de whey protein (30 g/dia) e creatina (5 g/dia). O paciente possui 1,70 m de altura e 95 kg de peso corporal. A medida da circunferência abdominal é de 85 cm. A frequência cardíaca é de 62 bpm, a frequência respiratória é de 16 irpm e a saturação de oxigênio equivale a 98%. Apresenta exames laboratoriais solicitados por outro médico, por "rotina", com os seguintes valores de referência (VR) do laboratório de realização: creatinina de 1,4 mg/dL (VR: 0,7-1,3); ureia de 45 mg/dL (VR: 10-40); creatinofosfoquinase de 500 U/L (VR: 22-344); e exame sumário de urina (ESU, EQU, urina tipo I, urinanálise) sem alterações. Relata um consumo proteíco de cerca de 200 g por dia, na forma de cerca de 1 kg de peito de frango. Com base nos dados apresentados nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir. A prática regular de exercício físico está relacionada com a diminuição da incidência de neoplasias como cólon e mama.
Exercício físico regular → ↓ risco de câncer de cólon e mama via modulação hormonal e inflamatória.
A atividade física reduz a incidência de neoplasias específicas (cólon e mama) ao melhorar a sensibilidade à insulina, reduzir a inflamação sistêmica e regular níveis de hormônios sexuais.
A prática regular de exercícios físicos é um pilar fundamental da medicina preventiva. No contexto oncológico, estudos epidemiológicos demonstram consistentemente uma redução significativa no risco de desenvolvimento de câncer de cólon (cerca de 20-25%) e de mama. Os mecanismos biológicos incluem a redução da gordura visceral, melhora do perfil inflamatório (redução de citocinas pró-inflamatórias), regulação dos níveis de insulina e IGF-1, e modulação de hormônios sexuais circulantes. Além da prevenção primária, o exercício é benéfico durante e após o tratamento oncológico, melhorando a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.
O exercício físico aumenta a motilidade intestinal, o que reduz o tempo de contato de potenciais carcinógenos com a mucosa do cólon. Além disso, promove a redução da gordura visceral e da inflamação sistêmica, fatores que estão diretamente ligados à carcinogênese colorretal.
A atividade física regular ajuda a regular os níveis de estrogênio circulante e melhora a resistência à insulina. Como o estrogênio elevado é um fator de risco conhecido para o câncer de mama (especialmente na pós-menopausa), sua modulação pelo exercício exerce um efeito protetor significativo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos pratiquem de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada por semana, ou 75 a 150 minutos de intensidade vigorosa, associados a exercícios de fortalecimento muscular para benefícios metabólicos e oncológicos.
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