PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
Rosa tem 26 anos é sedentária e tabagista. Na avaliação inicial apresenta-se com sobrepeso, normotensa e com resultado de colesterol total 240mg/dl e HDL 50mg/dl. Sendo medicada com Rosuvastatina 10mg. A conduta escolhida para abordagem de Rosa e sua justificativa são, respectivamente:
Estatinas em prevenção primária = indicar por risco cardiovascular global, não apenas por colesterol alto isolado.
A indicação de estatinas em prevenção primária deve ser baseada no cálculo do risco cardiovascular global (ex: ASCVD score), e não apenas em níveis isolados de colesterol. Uma mulher jovem, normotensa, mesmo com sobrepeso e tabagismo, pode ter um risco global baixo que não justifique estatina.
A prevenção primária de doenças cardiovasculares (DCV) é um pilar fundamental na medicina, visando reduzir a incidência de eventos como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral em indivíduos sem DCV estabelecida. As estatinas são medicamentos eficazes na redução do colesterol LDL e na prevenção de eventos cardiovasculares, mas sua indicação em prevenção primária deve ser criteriosa. A decisão de iniciar uma estatina não se baseia apenas em níveis isolados de colesterol, mas sim na avaliação do risco cardiovascular global do paciente. Ferramentas como o escore de risco ASCVD (Atherosclerotic Cardiovascular Disease) são utilizadas para estimar o risco em 10 anos. Fatores como idade, sexo, raça, tabagismo, pressão arterial, diabetes e perfil lipídico são incorporados nesse cálculo. No caso da paciente Rosa, apesar do sobrepeso, tabagismo e colesterol total elevado, sua idade jovem (26 anos) e normotensão provavelmente resultam em um risco cardiovascular global baixo. Nesses casos, a modificação do estilo de vida (cessação do tabagismo, dieta saudável, exercícios) é a primeira e mais importante intervenção, e a estatina pode ser considerada uma conduta excessiva ou mal indicada inicialmente.
As estatinas são indicadas para prevenção primária em pacientes com risco cardiovascular global elevado, geralmente calculado por escores como o ASCVD, ou em condições específicas como diabetes mellitus com fatores de risco adicionais.
O cálculo do risco global permite uma avaliação mais precisa da probabilidade de eventos cardiovasculares futuros, orientando a decisão de iniciar terapias como as estatinas, que possuem benefícios e potenciais efeitos adversos.
Fatores como idade, sexo, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes mellitus, níveis de colesterol (LDL, HDL) e histórico familiar de doença cardiovascular precoce são cruciais na avaliação do risco.
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